atonal - bebendo e aprendendo


Miguxês

Pra quem não viu ainda, tá rolando aqui na Internet o genial tradutor para miguxês (aqui), aquela linguagem idiota e incompreensível usada pelos emos. Passei a resenha que fiz do CD daquele grupelho emolixo NX Zero para o primeiro número da Rolling Stone brasileira. Olha como ficou:

U emocorE (APEsAH di tOdAxXx AxXx bAndaxXx Emu JUrArem Di FRANjah jUntAH Ki NAUM Saum EmU) eH DAKelaxXx praGAxXx kI AXXOlarAM U brASiU I rEndI...A KaDaH meixXx...aU - 1 NoVu GRUPU du estiLU...... dAH MInHaH pARTi...jurU Ki jah tENtei...maxXx NAUM kOnSIgu DIstINgui 1 DU otru...... A impReXXauM eh DI kI ExXxiSTi 1 prOgRAMAh DI kOmPUtador NuxXx EStuDiuxXx ki pAdronizaH UxXx TImBrExXx vOcAIxXx dUxXx kAntoRexXx di tODaxXx eXXAxXx bAndAxXx I 1 GErAdOr dI lEtrAxXx EMU...em KI bAstaH adD ExXxpREXXOExXx kOMU “Sem vUxXxE” i “NaUm GOSTAH + DI MIM” i VoI lAh!!!!! muSIcAxXx PrONTAxXx PRAh qq OcAsIAUM...... u nxXx ZeRu...kI kABAH dI lANXXAh ESTI sigUNdu traBaLHu...eh A baNdAh emU “daH vEZ”...... AKi...u kpM22 sIgUE A kArtiLhAh i Jah kONseguiU EMplacAh 2 suceXXUxXx: “aPenaxXx 1 OlHah” i “aLeM Di mim”...... u ProbLeMAh EH Ki U FrEsnU perigAH naUm PAXXah DeXXi BRILharEcU i DISaPAReCe NaH ValAH KOMuM A tODU muNDU KI EmbaRCah NuMah onDaH...... VixXxE...koNFUNdi tUDu...... nAum DiXXi Ki NaUM kONSeGUiah dIstinGuI 1 dU OTRU??!?!

Dá pra entender alguma coisa????



Escrito por mntt às 17h23
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Bart X White Stripes

Nos Simpsons de ontem na Fox. Genial como sempre. Veja aqui

Escrito por mntt às 15h08
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Um homem, uma mulher

Homem: Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim. Não me valeu.

Mulher: Quando você me deixou, meu bem, me disse pra ser feliz e passar bem.

Homem: Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim! O resto é seu.

Mulher: Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci. Mas depois, como era de costume, obedeci.

Homem: Trocando em miúdos, pode guardar as sobras de tudo que chamam lar...

Mulher: Quando você me quiser rever já vai me encontrar refeita, pode crer.

Homem: ...as sombras de tudo que fomos nós, as marcas de amor nos nossos lençóis, as nossas melhores lembranças.

Mulher: Olhos nos olhos, quero ver o que você faz ao sentir que sem você eu passo bem demais.

Homem: Aquela esperança de tudo se ajeitar, pode esquecer.

Mulher: E que venho até remoçando, me pego cantando, sem mais, nem por quê.

Homem: Aquela aliança, você pode empenhar ou derreter.

Mulher: Tantas águas rolaram...

Homem: Mas devo dizer que não vou lhe dar o enorme prazer de me ver chorar.

Mulher: ...quantos homens me amaram...

Homem: Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago, meu peito tão dilacerado.

Mulher: ...bem mais e melhor que você.

Homem: Aliás, aceite uma ajuda do seu futuro amor, pro aluguel. Devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu.

Mulher: Quando talvez precisar de mim, cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim.

Homem: Eu bato o portão sem fazer alarde. Eu levo a carteira de identidade. Uma saideira, muita saudade. E a leve impressão de que já vou tarde.

Mulher: Olhos nos olhos quero ver o que você diz. Quero ver como suporta me ver tão feliz.






Escrito por mntt às 13h16
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elementar





Quando olhei com calma o anúncio na revista Wire, pensei comigo, "mas que mistureba".
Os caras que elogiavam o cd iam de Flea do Red Hot até John Medeski, mago tecladista do Medeski, Martin & Wood.
O cd era um greatest hits de um tal de Marvin Pontiac, do qual nunca havia ouvido falar.
Isso foi em 1999/2000, e não resisti e encomendei o cd.

Segundo o encarte, Marvin era um paciente do Esmeralda State Mental Institution, e morreu em 1977 atropelado por um ônibus.

O som, bastante eclético, demais de bom.
Vi que quem acompanhava a voz de Marvin, entre tantos, era o próprio Medeski, além de Marc Ribot e Evan Lurie. Um tremendo time de músicos, que, entretanto, me deixou com uma pulga atrás da orelha, porque se o cara havia morrido em 77, como esse povo se juntou? Ok, temos tecnologia, mas será?
Prestando mais atenção, reparei que o nome do fotógrafo - segundo o encarte, um "companheiro" de Marvin no hospital - Nehpets Notrot, se lido ao contrário, formava Stephen Torton, que além de expor seu trabalho pelo mundo das artes, fez retratos de ícones como Jean Michel Basquiat. Tava armado o embroglio. Descobri que era uma "farsa", mas como era música boa, deixei quieto.

Essa semana resolvi que queria escrever sobre John Lurie, saxofonista do sensacional Lounge Lizards, e também parceiro de Jim Jarmush em obras de arte como "Stranger Than Paradise" e "Down By Law". E não é que sem querer descobri que John Lurie e Marvin Pontiac são a mesma pessoa. Caso encerrado.



Escrito por ronas às 13h21
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Pequeno Príncipe no ácido

Estava pra escrever sobre este disco há um tempo e, como ele acabou de ser relançado em CD, vou aproveitar o gancho. Trata-se do "Ronnie Von" de 1969, um dos álbuns de rock brasileiro, psicodélico, tropicalista, experimental mais impressionantes que eu conheço. O "pequeno príncipe" da Jovem Guarda já vinha flertando com o que de mais atual havia em termos de rock na época - tinha lançado um disco com várias versões de Beatles; outro acompanhado pelos Mutantes - mas neste trabalho ele radicalizou. Para os arranjos chamou ninguém menos que o maestro Damiano Cozzela, músico vanguardista da turma de Rogério Duprat e Júlio Medaglia e que havia participado, ao lado deste último, do trabalho de estréia do Caetano Veloso (aquele que tem "Superbacana" e "Alegria, Alegria", entre outras). As composições ficaram em boa parte à cargo do Arnaldo Saccomani - que alguém me sopra aqui, é atualmente jurado de um reality lixo desses da vida.

O resultado foi uma obra urgente, visionária e, claro, um fracasso comercial completo. O disco abre com "Meu Novo Cantar", com introdução falada, uma pegada tropicalista ao estilo Caetano e o sinal de que o que está para se ouvir é algo bem pouco convencional, mesmo para os dias de hoje. Entre experimentações várias, sobra espaço para peraltices como a inclusão de um jingle de um tal Bar Pires, que ficava na Augusta, em São Paulo (e parece que esta edição digital suprimiu a vinheta, uma pena) antes da clássica "Silvia: 20 Horas, Domingo", com suas guitarras distorcidas e citação ao sucesso "A Praça", do próprio Ronnie. O clima é de total descontração. Cozzela registra um diálogo nonsense entre ele e Ronnie pelo telefone antes da excelente e premonitória "Anarquia" ("Prepare tudo o que é seu/Veja se nada você esqueceu/Pois amanhã vamos pra rua fazer/Fazer uma tremenda anarquia"); em determinado momento, quase no final do disco, uma introdução cria um clima espacial ao estilo pinkfloydiano só para que uma voz com aquele sotaque ítalo-paulistano do Adoniran Barbosa diga, sem mais nem menos, "Várte, traz as pórpeta!", seguida de um hardrock venenoso ("Contudo, Todavia"). Uma obra-prima que já vinha sendo cultuada nos últimos anos e que talvez receba seu merecido reconhecimento agora que saiu em CD.

Em tempo: dois outros discos do Ronnie do mesmo período foram relançados neste pacote: o primeiro, de 1966, aquele cheio de versões dos Beatles; e o ótimo "A Máquina Voadora", de 1970, em que ele passa a flertar com a black music além da psicodelia de antes. Não conheço o primeiro ainda, mas tenho este de 1970. Qualquer dia volto à ele.  



Escrito por mntt às 14h24
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tempo livre




Hã, hã... e eu vou esperar.

Escrito por ronas às 11h58
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Quando as ilusões da infância caem por terra

Seria a Turma da Mônica um bando de junkies? Vamos aos fatos.

Magali: tá sempre com fome, chega a comer melancias inteiras. Larica forte. Maconheira;

Mônica: vive brava, pilhada, estressada. Cocainômana;

Cascão: desencanou de tomar banho. Claramente é um viciado em heroína no fim da linha ou então fumador de crack;

Cebolinha: só fala enrolado. Alcoólatra, claro;

Louco: esse fritou de tanto usar ácido. 

Se alguém lembrar de outros, avise...   



Escrito por mntt às 16h41
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Neeeeeeeeeerd!

Conversa há pouco aqui na firrrrrma:

Interlocutor: O Alex é nerd.

Interlocutora: O Alex não é nerd!

Interlocutor: Alex, você sabe o que significa o "T" em James T. Kirk?

Eu: Sei... putz, sou nerd...



Escrito por mntt às 18h50
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Take it easy, my brother Charles

Leio no jornal de hoje que o Jorge Benjor gravou uma música em homenagem aos emos (!?!?!?). Trecho da letra: "pra você, meu amigo emo, muita luz, muito sol". Já achava isso faz tempo e agora tenho a confirmação. O Jorge Ben foi abduzido nos anos 80 e substituído por um clone alienígena do mal chamado Benjor. E sua missão é destruir a música brasileira.

Escrito por mntt às 16h13
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e morremos um pouquinho






Escrito por ronas às 11h47
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Música da semana

"I'm Your Man", Leonard Cohen, do disco "I'm Your Man", de 1988

If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you
If you want a partner
Take my hand
Or if you want to strike me down in anger
Here I stand
I'm your man

If you want a boxer
I will step into the ring for you
And if you want a doctor
I'll examine every inch of you
If you want a driver
Climb inside
Or if you want to take me for a ride
You know you can
I'm your man

Ah, the moons too bright
The chains too tight
The beast wont go to sleep
I've been running through these promises to you
That I made and I could not keep
Ah but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or I'd crawl to you baby
And I'd fall at your feet
And I'd howl at your beauty
Like a dog in heat
And I'd claw at your heart
And I'd tear at your sheet
I'd say please, please
I'm your man

And if you've got to sleep
A moment on the road
I will steer for you
And if you want to work the street alone
I'll disappear for you
If you want a father for your child
Or only want to walk with me a while
Across the sand
I'm your man

If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you



Escrito por mntt às 19h43
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Donato matador... apesar do filho

Sábado fui ao show do Donato sobre o qual escrevi no post aí de baixo. Foi uma epopéia entrar no Theatro Municipal, mas valeu a pena - com ressalvas. Primeiro, vamos aos bons aspectos. Ao contrário do anunciado, o repertório não se baseou exclusivamente na obra-prima "A Bad Donato", de 1970. Claro que rolaram várias pérolas desse disco, como a versão funkeada de "A Rã" e "Mosquito" (numa interpretação mais lenta e menos pesada, um tiquinho inferior que a de estúdio, mas que compensou pelo inspirado solo de trombone do Bocato). No entanto, Donato e sua banda abriram espaço para temas como "Amazonas" e composições alheias como "Black Orchid", do grande Cal Tjader. Para encerrar, mandaram a infálivel "Bananeira" e este que vos batuca teve uma constatação no mínimo curiosa: ninguém do naipe de metais (Ricardo Pontes no sax e flauta; José de Arimatéa no trompete; e Bocato no trombone) sabia a melodia do clássico! Donato abria espaço para que algum deles entrasse no tema antes de improvisar e nada acontecia. Até que, espirituoso, o pianista soltou "e aí, quem de vocês vai tocar?". Diante da chamada, Ricardo Pontes se prontificou, mas tocou a melodia de "Bahia", do Ary Barroso, antes de solar. Sei... rs. Ainda vale citar o baixista Luiz Alves e o baterista Robertinho Silva, contidos porém competentes. E aí chega o momento de falar do ponto negativo. Aquele filho dele, o Donatinho, é um truqueiro de marca maior. O cara só fez firulas com um teclado portátil, não disse a que veio e ainda ficou posando de rock star. Passou boa parte do show mexendo nos fios, abraçando os outros músicos ou colocando um irritante solo de "guitarra" no meio das canções. Poser total. Ainda assim foi um showzaço, pra ver como Donato é bom.    

Escrito por mntt às 18h43
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Virada Cultural em SP

Entre os vários bons shows que vão rolar neste fim de semana aqui em São Paulo por conta da Virada Cultural, eu recomendo não perder o do João Donato no sábado, às 21h, no Theatro Municipal. Como se não bastasse Donato ser um gênio do piano, parece que ele vai tocar na íntegra o sensacional álbum "A Bad Donato", gravado nos anos 70. O disco é de uma funkeira instrumental venenosa e acachapante. Vale muito a pena. E ainda por cima é de graça, parece que só tem que retirar o ingresso com antecedência. 

Escrito por mntt às 18h41
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se estiver de bobeira






Escrito por ronas às 11h45
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uísque a go-golightly



Acaba de ser lançado [lá fora, claro] o novo álbum da musa Holly Golightly, "You Can't Buy A Gun When You're Crying". Holly está acompanhada de Lawyer Dave e os The Breakoffs, e, segundo dizem, todos influenciados por uísque, costelinhas, Lead Belly e Howlin Wolf.
Para ouvir uma palhinha, procure no [também novo] site da moça, www.hollygolightly.com.
Curiosidade: o título do álbum, você não pode comprar uma arma quando está chorando, é aparentemente uma lei nos Estados Unidos. Hmm, faz sentido.





Escrito por ronas às 18h25
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