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Breakbeat dos anos 70
Sobrinho do Ravi Shankar, o músico Ananda Shankar (1942-1999) registrou três discos em vida: o primeiro, epônimo, em 1970; o segundo, "Ananda Shankar And His Music", de 1975; e o último, "Walking On", gravado em 1999 mas só lançado no ano seguinte. Eu tinha apenas este último, feito ao lado do DJ londrino State of Bengal. É bem bacana, pois une cítaras e música eletrônica. Do primeiro disco, só tenho baixadas as duas covers que ele fez ("Light My Fire", dos Doors, e "Jumpin' Jack Flash", dos Rolling Stones) e que ficaram excelentes. Tudo isso para dizer que encontrei há pouco o segundo, numa reedição em CD. O trabalho é uma obra-prima. Psicodelia da pesada numa mistura ácida de música oriental e influências ocidentais. Conhecia já as faixas de abertura e encerramento ("Streets of Calcutta" e "Dancing Drums", respectivamente) de uma compilação da Blue Note ("Blue Juice Vol.1"). Essas duas, em especial, são a cereja do bolo. O cara simplesmente fez, na década de 70, o que gente como Chemical Brothers, por exemplo, levaria 30 anos para fazer. É breakbeat puro, e tudo na mão, na raça, nada de dois botõezinhos para apertar. Estarrecedor. As outras sete faixas também não decepcionam, longe disso, com um destaque pessoal para a faixa seis, "Back Home", outra que não faria feio nas pistas de dança, se vivêssemos em um mundo perfeito. É daqueles discos para se escutar de cabo-a-rabo, diversas vezes.
Escrito por mntt às 19h16
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Chico, Dogville e a Guerra Franco-Prussiana
Já tinha ouvido falar do conto "Bola de Sebo", do escritor francês Guy de Maupassant, mas só li há poucos dias. Escrito em 1880 e ambientado durante a Guerra Franco-Prussiana, narra a história de uma prostituta (a Bola de Sebo) que viaja numa carruagem com um grupo da burguesia francesa, fugindo de sua cidade oculpada pelo exército prussiano. Apesar de ser bondosa com os outros ocupantes, estes a olham com desprezo. Ao se hospedarem numa estalagem, são mantidos prisioneiros pelo soldado inimigo, que exige passar uma noite com Bola de Sebo. Os membros da aristocracia passam, então, a bajular hipocritamente a prostituta, para que aceite dormir com o soldado. Ela enfim cede e, no dia seguinte, quando seguem viagem, volta a ser alvo de desprezo e humilhação por parte de seus "compatriotas". Familiar? Pois foi daí que o Chico Buarque tirou a idéia para fazer o clássico "Geni e o Zepellin". E posso estar enganado, mas algo me diz que o filme "Dogville" também empresta um pouco de sua trama dessa obra-prima da literatura.
Escrito por mntt às 18h45
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Here's Johnny
All work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boyAll work, no fun, makes Jack a dull boy
minha vida até dia 21
Escrito por mntt às 15h57
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batendo cabeça
 Como todo bom adolescente tive minha fase metal. Ou pelo menos eu achava isso até assistir ao documentário "Heavy Metal - Louder Than Life", de Dick Carruthers. Já falei aqui que nessa "fase" minha banda preferida era o AC/DC, que, ao que parece, não é considerado metal. Ok, eu já sabia que não tinha muito a ver com Ozzy e companhia, mas meus AC/DCs faziam parte da coleção ao lado de Led Zeppelins e Deep Purples. E pelo que entendi, e assumo que ando meio burro, essas duas bandas também não são consideradas "muito" metal. Hmmm.... Tudo bem que eu tinha Iron Maiden e Judas Priest, e tudo bem que em shows de metal, na indumentária dos fãs, haja badges de tudo isso, mas o documentário prova que eu nunca foi metal. Ufa.
 Led Zeppelin, avós do heavy metal? Para explicar isso um pouco, avanço para o cd extra de "Heavy Metal", cd aliás, melhor que o documentário em si, pois apresenta um curta metragem sobre o Metal Skool, que tira o devido sarro do gênero, no melhor estilo Spinal Tap. Mas o ponto é outro. Nesses extras há uma "entrevista" chamada "Confissões de um Headbanger", com, como o nome diz, um metaleiro. Não entendi porque o garoto não mostra a cara, e não pode ser por medo de represálias, porque tenho certeza que 95% dos metaleiros concordam com o que o gordinho ali diz. Talvez seja isso, talvez ele não queira mostrar que é gordinho. E tenha espinhas. Mas enfim, nenhuma novidade, o estereótipo do metaleiro é machista, acha que o Metallica se vendeu, e vai aos shows encontrar seus semelhantes.
 Sabbath ou Judas, quem "inventou" o metal? Como todo movimento musical, o heavy metal tem suas contradições. Enquanto há aqueles que consideram o Black Sabbath a primeira banda metal de todos os tempos, outros dizem que é o Judas Priest, e por aí vai. Nos extras, os entrevistados do cd principal indicam seus álbuns seminares, e, com poucas variações, "Led Zeppelin II" é considerado o "pai" do metal; então, entendeu? É isso mesmo, o disco "pai" do metal é de uma banda que não é considerada metal.
 Iron e Motörhead - a velha guarda Mas os dois cds ensinam muita coisa, por exemplo: o Twisted Sister, que eu sempre achei ridículo, é metal. Descobri que o fã de metal deixa de gostar de determinada banda quando a tal banda fica popular. Bom, que eu saiba, é assim com qualquer fã dos gêneros "underground". Descobri que o fã de metal compra todos cds e todo merchandising do seu objeto de desejo. Ué, fã não é fã por causa disso mesmo? E descobri que o fã de metal é um adolescente revoltado. Dãrrr, e qual adolescente não é revoltado? A verdade é que, como disse no documentário Ian Paice, baterista do Deep Purple, no metal, apesar da vestimenta, da pose, da atitude, é impossível distinguir qual banda é qual.
 Kiss e Slipknot, criador e criatura? Em resumo, ainda não sei se vou comprar "Heavy Metal - Louder Than Life". Talvez se um dia o preço baixar, pra constar na coleção. Para os fãs é fundamental. Para os outros interessados, alugar basta.
 Pantera e Mastodon, o novo metal - cuidado
Escrito por ronamira às 17h38
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Short cuts
Diálogo ontem na firma:
- O Robert Altman morreu.
- Quem? Odete Roitman?
Escrito por mntt às 11h35
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óbvio ululante II
 Comecei a assistir a série "Anthology", dos Beatles. São 8 capítulos em 4 dvds, mais um dvd de extras. Parei no segundo capítulo, com o desejo de ainda estar em idade escolar, fingir uma doença, e cabular uma semana pra ficar assistindo sem parar.
Escrito por ronamira às 09h47
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10 coisas que eu gosto...

...e que não combinam com os tempos atuais.
1. CDs que contêm apenas as músicas do LP original. Nada de bônus, versões extended ou ao vivo. 2. Bandas que lançaram apenas um, ou, no máximo, dois discos. 3. Discos de estréia que não têm fotos da banda na capa. 4. Capas em preto e branco com contraste estourado. 5. Grupos cujos integrantes são alcólatras e não viciados em xtc. 6. Power trios. 7. Mulheres que gritam no microfone. 8. Grupos que não tenham canções com solo de guitarra. 9. Cantores e cantoras desafinados. 10. Bandas onde pelo menos um integrante cometeu suicídio.
Escrito por ronamira às 11h54
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Belas artes
Aproveitei o feriado para me enfurnar no cinema. Vi três filmes, todos de bons para ótimos. Achei "O Grande Truque", dirigido pelo Christopher Nolan ("Amnésia", "Batman Begins") e estrelado pelo Hugh Jackman e pelo Christian Bale bem bom, bem bom mesmo. A trama conta uma história de obsessão entre dois mágicos rivais na Inglaterra do final do século 19. Tirando uma forçada de barra "sobrenatural", é um filmão. Fazia tempo que eu não ria tanto no cinema como ri com "Pequena Miss Sunshine", uma comédia ácida sobre as nóias de uma família estadunidense classe-média que quer levar a filhinha para participar de um bizarro concurso de misses mirins. Recomendo. Agora, o filme que se destacou nessa leva toda foi "O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias", do Cao Hamburguer. A história do garoto que é deixado pelos pais - "subversivos" em fuga - com o avô e acaba tomando contato com a solidão e a comunidade judaica no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, no ano de 1970 - e, claro, a Copa do Mundo é um dos personagens principais do filme -, é uma das melhores coisas que vi nos últimos anos. Há uma referência à obra-prima "Era Uma Vez na América", do Sérgio Leone, uma seqüência preciosa ao som de "Eu Sou Terrível", do Roberto Carlos, um clima meio "Anos Incríveis" (um dos novos amigos do personagem principal é a cara do Paul Pfeiffer), interpretações precisas e um final comovente sem nunca ser piegas ou sentimentalóide. Como bem disse o Juca Kfouri, é o primeiro filme argentino a tratar da ditadura brasileira. Nota 10.
Escrito por mntt às 18h26
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poucos e bons
 Pablo Picasso - Mulher na Poltrona Ontem vi uma exposição fundamental para os amantes das artes visuais. É a "Impressões Originais: A gravura desde o século XV", que está em exibição no Centro Cultural Banco do Brasil. A mostra traz grandes nomes da arte, em alguns casos, como a gente nunca viu. Ou que a gente imaginava ser uma coisa e na verdade era outra. Picasso, Rembrandt, Dürer e Goya em formato de gravura, utilizando técnicas variadas de impressão. O resultado é incrível.
 Francisco Goya - Modo de Voar A dica é começar pelo 3º andar, onde está a pré-história da impressão xilográfica. Ali, logo na entrada, uma funcionária do museu oferece lupas para melhor se observar as peças. Eu neguei o empréstimo mas tive que voltar pra pegar a lupa porque os detalhes são impressionantes. Só vendo pra crer. À medida que vamos descendo as escadas avançamos no tempo, as técnicas se atualizam e as formas de expressão ficam mais próximas do "nosso" universo. Toulouse-Lautrec, David Hockney e Andy Warhol, tudo ali, bem pertinho. E os brasileiros, das antigas e novos, mostrando que em termos de arte estamos bem representados.
 Rembrandt van Rijn - Auto-retrato com Saskia A única pena é não terem ainda o catálogo [disseram que só em dezembro] porque fiquei alucinado pra ter um.
 Jacques Callot - O Enforcamento
Até dia 7 de janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil Rua Álvares Penteado 112, telefones 3113.3651 e 3113.3652
Clique aqui para ver matéria no site do CCBB.
Escrito por ronamira às 18h00
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Iniciais B.B.
E clique aqui para ver o que talvez seja o segundo melhor videoclipe da história.
Escrito por mntt às 17h01
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Lééééééénci!
Quando eu era criança adorava uma série meio bizarra que passava na TV. Chamava-se "Lancelot Link, Secret Chimp" e era toda estrelada por macacos! As histórias giravam em torno de uma organização de chimpanzés espiões, a APE (Agency to Prevent Evil), que lutava contra os bandidos - todos macacos também - da CHUMP (Criminal Headquarters for Underworld Master Plan). Como isso já não fosse sensacional, os episódios eram intermediados por apresentações musicais da banda de rock do Lééééééénci, como sua companheira, Mata Hairi, o chamava na antológica dublagem brasileira. O grupo era o Evolution Revolution e chegou até a lançar um LP na época. Saiu nos Estados Unidos um DVD com todos os episódios. Já no Brasil... De qualquer maneira, clique aqui para ver o que talvez seja o melhor videoclipe da história.
Escrito por mntt às 16h53
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consulte sempre um designer
Alex, talvez num ato de rebeldia e independência, resolveu colocar ele mesmo as fotos atonais no post abaixo. Ficou "diferente", rs. Sei lá, não mexo ainda..... vai que foi de propósito.
Já corrigi.
Escrito por ronamira às 14h11
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Mulheres
*Em 9 de agosto de 1969, a atriz Sharon Tate, grávida de oito meses, foi assassinada em sua casa por seguidores do Charles Manson, um hippie insano que se achava líder de uma "revolução branca". O cretino chegou a fazer amizade com os Beach Boys e até gravou uns discos sofríveis. O crime foi cometido com requintes de crueldade e as palavras "Helter Skelter" foram escritas com sangue na parede. Manson achava que essa música dos Beatles era um recado para ele... O crime, ao lado da tragédia no show dos Stones em Altamont, jogou a última pá de cal no sonho hippie. Manson pegou prisão perpétua e, por mim, deveria apodrecer por toda a eternidade no tártaro. Para ver Sharon em toda sua beleza, assista ao filme "A Dança dos Vampiros", dirigido pelo seu marido então, Roman Polanski. Existe também uma adaptação recente da história de Manson, chamada "Helter Skelter", bem boa e fácil de achar nas locadoras. Tudo isso para dizer: na minha humilde opinião, Sharon Tate foi a mulher mais linda que já passou por esta vida e não viveu.


*Zapeando ontem à noite, peguei no Canal Brasil o filme "Rio Babilônia". É uma bobagem sem tamanho, com momentos constrangedores - tem uma cena de orgia em que eu nunca vi tanta baranga junta. Assisti a uns 20 minutos só para ver a Cristiane Torloni, jovenzinha, deslumbrante e nua. Na minha humilde opinião, Torloni é a atriz mais linda que já houve no Brasil. E continua inteirona.

*Por falar em atrizes, não podia deixar de citar a Rita Hayworth, a ruiva mais deslumbrante da história. Ela cantando e tirando as luvas em "Gilda"... aff.


*Daí me lembrei da Natalie Portman. É incrível como, mesmo careca em boa parte de "V de Vingança", ela continua sensacional. Se isso não bastar, assista ao "Closer".

*Outra musa é a Kate Moss. Eu sei que ela é porra-louca (bem, não que isso seja um defeito) e namora aquele mané do Pete Doherty, mas depois que deixou de ser anorexica... hummm. Olha só ela dançando de baby-doll neste clipe. do Primal Scream e me diga se não tenho razão.
*Escrevi este post ao som do Boss Hog, um projeto do Jon Spencer com sua namorada, a morenaça Cristina Martinez. Tenho dois discos deles, "Boss Hog" e "Whiteout". O som é aquela pegada do Blues Explosion, com uma pitada mais pop e a voz sensual da sensual Cristina. Que mané Karen O...

Escrito por mntt às 13h30
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