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pra não dizer que não falei da noite
 Marcelo D2 em foto de Marcos Issa - Argosfoto Geralmente não gosto de assistir premiações da TV. Aliás, até voltar a trabalhar com TV eu nem tinha o aparelho em casa. Mas ontem, por n motivos, assisti ao VMB 2006. Se por um lado achei o roteiro em geral fraco, a espontaneidade de alguns apresentadores e outros detalhes fizeram a premiação suportável. Vale frisar que nos intervalos eu mudava de canal e acompanhava por cima o debate dos candidatos na Globo, que em alguns momentos tava mais tristemente "divertido" que o evento dos jovens.
Aqui vão minhas opiniões sobre o VMB, só pra constar: • Os shows ao vivo foram em geral ruins, mas isso por uma questão de gosto pessoal. Charlie Brown sem comentários, NX Zero e CPM 22 juntos, então, é deprimente. Cachorro Grande e Skank tocando "Helter Skelter", dos Beatles, não funcionou, primeiro porque é um cover desnessessário, tem milhões melhores por aí. Segundo porque os gauchos estão mais pra "Taxman", enquanto os mineiros ficam bem em "Obla-di Obla-da".
• Apesar de achar que Caetano Veloso nem foi tão mal na sua fase Titãs das antigas, ele tomou uma lavada da Nação Zumbi com Pitty tocando "Deus lhe pague", do Chico Buarque. A adaptação ficou muito boa mesmo, bastante ousada, com uma força e originalidade que mostram o rock como o rock tem que ser. Foi o melhor show da noite, ou, na verdade, foi o melhor da noite.
• A apresentação operesca de Hermes e Renato também foi divertida.
• Dentre os apresentadores convidados achei que Tom Cavalcanti e o povo do Pânico foram bem, divertidos na medida certa. O Vanucci atravessou o tempo mas foi ok. Já entre apresentadores da MTV, gostei da vaia que o Cazé comandou para os políticos. E só. Beijo por beijo, o coletivo foi mais legal.
• E a Penélope, coitada, deixou de ser a gordinha simpática pra se tornar uma perua bombada. Que nojo.
• O prêmio mais merecido foi o de Marcelo D2, não exatamente pela música, porque a concorrência era braba, mas foi o único a subir no palco e mencionar os clipes concorrentes, dando força pra todos da "classe". É um cara bacana.
• O final, nos créditos, com o ator Selton Mello chorando a "demissão", foi muito bom.
Escrito por ronamira às 11h54
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paga pau reloaded
 Quando coloquei aqui uma foto minha com Sandy e Jr, até meu sócio chutou o pau e me enfiou na jaca; disse que nossa audiência ia baixar ainda mais. Pois bem, já disse que sou teimoso e escolho esse daqui e parto pra nova empreitada. Acima, Elke Maravilha e eu; faço minhas as palavras da musa mór: foda-se. Não quero saber da ressaca, quero saber do porre.
foto: Nayana
Escrito por ronamira às 15h28
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bônus
 Dizer que "O Iluminado" [Stanley Kubrick, 1980] é um clássico do terror é chover no molhado. Todo mundo já viu ou leu a respeito. Falar que as performances de Jack Nicholson, Shelley Duvall e o garoto Danny Lloyd são sensacionais é outra perda de tempo. Então, o que?
 É que esse final de semana revi o filme pela enésima vez, revi não, ouvi. Deixa eu explicar. Como eu tava muito cansado, resolvi tirar uma soneca enquanto a Fernanda assistia ao filme. Só que ao invés de dormir, fiquei prestando atenção à trilha sonora de Wendy Carlos e Rachel Elkind. Vixe, que loucura, é um caso a parte. Aquilo vai te envolvendo de tal forma que ou você gruda na tela ou sai correndo apavorado. Eu tomava sustos debaixo das cobertas. Pra melhorar [ou piorar], certas cenas utilizam clássicos de Béla Bartók ["Music for Strings, Percussion, and Celesta"], György Ligeti e Krzysztof Penderecki. Tudo aterrorizante.
 Quase no final eu não aguentei, até porque a Fe não parava de me chutar, e desisti de dormir.
 Pra compensar o filme perdido, assisti aos extras, que incluem um making of de "The Shining" dirigido e filmado pela filha de Kubrick, Vivian, onde descobrimos que o garoto Danny durante as filmagens só pensava no dinheiro que iria ganhar. E ver o quanto Shelley Duvall sofreu para satisfazer Kubrick.
Tudo bem, nada demais, mas, se você já viu o filme, não chova no molhado, faça a experiência e ouça "O Iluminado".
Escrito por ronamira às 23h01
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mudancinha
A sessão memórias de tiozinho acaba de ter seu nome trocado para falta de memória de tiozinho. A razão básica, por exemplo, refere-se ao post abaixo, cheio de interrogações quanto às datas. Inclusive, ao checar em casa, vi que o show dos Titãs aconteceu exatamente no dia 27.11.1987, e não na data que consta. É isso.
Escrito por ronamira às 18h07
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memórias de tiozinho II
 Acredite ou não, os Titãs já foram uma banda legal, tipo um The Clash tupiniquim. Soube da existência dos caras ainda no Colégio Equipe, em 78, 79 [antes???], quando a banda ensaiava na sala de aula. Depois perdi contato até ir ver o show das fotos aqui, tiradas no Anhembi, circa 1985. Mais tarde ainda [1996, bem mais tarde], tive o prazer de trabalhar ao lado de Marcelo Fromer num programa da MTV sobre as eleições. Era divertidíssimo, nos encontrávamos pra tomar café da manhã na Lanchonete Real e o cara pedia conhaque. Depois saíamos pra gravar com os candidatos. A direção do programa era do amigo André bechelane. É isso que eu lembro.






Escrito por ronamira às 16h11
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memórias de tiozinho
 Siouxsie Sioux e Steve Severin Nos anos 80 eu tinha 3 tesões; meninas, música e fotografia. Confesso que hoje em dia não mudou muito, mas naquela época eu começara a fotografar, andava com a câmera a tiracolo [ainda ando, mas ela é um celular às vezes] e ia atrás dos eventos.
 Severin Quando Siouxsie and The Banshees veio pela primeira vez ao Brasil, houve uma coletiva de imprensa no Hotel Maksoud Plaza, e eu, na cara de pau, pedi dispensa do trabalho por umas horas pra acompanhar a bagaça. Tinha uns 4 jornalistas e eu na coletiva.
 Budgie As fotos aqui tão piores do que o original; primeiro por causa da emoção que fez as mãos tremerem, e também porque refotografei direto do contato, já que uma moça [vaca!] roubou os negativos ainda naquela época.
 Siouxsie, Severin e, ao fundo, John Carruthers Bom, depois publico outras fotos.
 Budgie
Escrito por ronamira às 14h58
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box me in
 Em janeiro de 2000 um grupo de músicos e tecnólogos amantes de música se uniu para desenvolver um projeto de análise musical na web. Deram o nome de Music Genome Project porque a intenção era classificar e organizar a música por gêneros muito específicos, partindo da identidade de uma canção de determinado grupo. Levaram em consideração melodia, ritmo, arranjos, letras, enfim, tudo que faz parte do universo musical. Os caras desde então ouviram e analisaram mais de 10 mil artistas diferentes, dos mais populares aos mais obscuros, e, pra dar vazão ao projeto, criaram um tipo de rádio online bastante interessante. Chama Pandora. Você cria uma uma estação e coloca os nomes das bandas que você gosta ali. O bacana é que, por causa do incrível banco de dados deles, além de você ouvir as bandas que você escolheu, rola muita coisa "similar", que você nem sabia que existia. E não se preocupe, se tocar alguma coisa que você odeia, basta informar os caras no próprio player que aquela música nunca mais vai tocar. Demais.
Clique aqui pra entrar na Pandora e montar sua própria estação..... O link vai pro menu ao lado também.
Escrito por ronamira às 15h59
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mundo dos mudernos
 Lembrei dessa história hoje. Certa vez, na antiga loja de cds Bizarre, um cliente ligou e perguntou se tinha Câmbio Clark. O lojista foi procurar nas prateleiras, não encontrou, e logo a "banda" se tornou um cult, com toda mudernidade caçando ou dizendo que tinha uma fita cassete e um EP raro. Só que a tal banda nunca existiu, o cliente ligara por engano e procurava por uma peça de carro.
Escrito por ronamira às 09h55
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trim trim
 Achei essa imagem num portal. Dá pra entender? Ou acham que a gente é muito burro. Ou a gente é muito burro.
Escrito por ronamira às 17h57
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flaanse patat
 dEUS @ www.lexsample.nl Quando eu escrevi aqui que dEUS era belga choveram cartas à redação me chamando de ingrato, filisteu e bestão. Isso foi o melhor que me chamaram. Teve até quem dissesse que deus trabalhava num jornal de São Paulo.
Sempre que a gente ouve falar a palavra rock a gente logo pensa em ingleses de cabelinho ou americanos de cabelões. Óbvio que o mundo vai além disso. Por exemplo, uma vez meu irmão me trouxe uma coletânea de rock iuguslavo. Era uma merda.
Quando a gente pensa na Bélgica logo vem à mente cerveja, chocolates e, talvez, batatas fritas com maionese. Mas você sabia que o saxofone foi inventado na Bélgica? Pois é, o nome do cara é Alphonse Sax. Tem uma banda belga que não usa muito saxofone e que chama dEUS, assim mesmo, com d minúsculo e o resto em maiúsculas. E é uma puta de uma bela banda. O primeiro disco, "Worst Case Scenario" [1994], de cara fez sucesso, quem viu lembra, o clipe de "Suds & Soda" com o vocalista/guitarrista Tom Barman e o baixista Stef Kamil Carlens cantando de mão dadas. Nessa estréia, dEUS, mesmo com os experimentalismos, tendia ao indie rock da época; com pitadas de PJ Harvey e Girls Against Boys. Nessa estréia, por causa dos experimentalismos, o grupo já mostrava seu potencial.
Pra mim, o melhor disco de dEUS [cartas pra redação] é "In a Bar, Under the Sea" [1996]. Pra mim é de cabeceira, um dos melhores discos existentes [cartas pra redação]. A definição do Allmusic é perfeita: abrindo com "I Don't Mind Watever Happens" mostra-se o espírito que cerca o álbum, ou seja, "vamos tentar e ver o que acontece". Soma-se a isso a filosofia dos caras, na sequência, em "Fell Off The Floor, Man": you've got to be your own dog. You've got to sniff your own turd. Daí duetos estranhos rolam soltos, como se Tom Waits e Beck se encontrassem num cabaret. Tudo com uma dose extra de esquizofrenia. As letras são demais. Em "Nine Threads", à meia luz, com uísque, duvido que você não vá às lágrimas.
Sim, repito, dEUS é belga. E só não está entre nós porque não teve NADA deles lançado aqui.
Escrito por ronamira às 16h17
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feliz segunda
"Eu cresci em Nova York nos anos 70, e eu vi um monte de gente que vivia sua vida no limite. Mas eu nunca vi um grupo de pessoas que não tinha idéia do que era limite." Tina Weymouth, dos Talking Heads sobre os Happy Mondays
Escrito por ronamira às 23h22
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hallelujah
 Comprei e assisti atrasado ao filme "24 Hour Party People" [Michael Winterbottom, 2002], que conta a história dos movimentos musicais que incediaram Manchester desde o fim dos anos 70, com a gravadora Factory, até meados dos anos 80, com o clube Hacienda.
 O personagem principal da história é Tony Wilson [interpretado pelo ator Steve Coogan], jornalista cheio de idéias sócio fundador de ambos projetos mencionados acima. A Factory trouxe ao mundo Joy Division e New Order, além do Duritti Column e do A Certain Ratio. O Hacienda foi o maior clube do início do movimento dance inglês, quando, segundo Wilson no filme, os DJs começaram a ser aplaudidos."24 Hour Party People" é ligeiramente polêmico porque ouvi comentários de gente que gostou e de gente que achou uma grande bobagem. Eu sou da primeira leva, em parte por ter vivido o final da febre do brit pop da época, com Happy Mondays, Stone Roses e Charlatans nas paradas.Os Happy Mondays, aliás, tem grande parte do filme em sua homenagem, e deu pra ter uma boa idéia do mote sex, drugs and rocknroll pelas turnês dos caras. O filme é documentário-ficção, cheio de humor e até alguma emoção maior, como na cena do velório de Ian Curtis.  Outros highlights são as pontas de "personagens" da época, como Howard Devoto e Mark E Smith. "24 Hour Party People" não foi lançado por aqui, mas por incrível que pareça tem legenda em português. Apenas não conseguiram traduzir o nome do espírito da época: Madchester.
Escrito por ronamira às 22h55
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lado b
 trovador não usa cocar A palavra da moda é trovador. Devendra Banhart é trovador, Damien Rice idem, até Jack Johnson já puseram nessa roda. Pois que chamem do que quiserem, trovador pra mim é o Elomar. Esse "...das Barrancas do Rio Gavião" [1973] que tô ouvindo agora é sertanejo medieval. Caatinga nas veias.
Escrito por ronamira às 16h44
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Cara-de-pau
 Em 1967, Jake Holmes, um músico estadunidense de folk psicodélico havia acabado de lançar seu primeiro álbum, "The Above Ground Sound Of Jake Holmes". O disco é uma dessas gemas perdidas e jamais ganhou reedição masterizada em CD - parece que as fitas masters desapareceram e existe uma versão em CD copiada diretamente do vinil. No ano seguinte, ele abriu um show dos Yardbirds em Nova York. O grupo já contava com Jimmy Page na guitarra e caminhava para se tornar o Led Zeppelin. Holmes tocou uma de suas composições, presente naquele seu disco de estréia. Page adorou o que ouviu e, na maior cara-de-pau, surrupiou a música e a registrou como sua no primeiro disco do Zep, de 69. O título desse som do Jake Holmes? "Dazed and Confused". O cara nunca recebeu direitos autorais do Led Zeppelin, que apenas alterou alguns trechos da letra e nem se deu ao trabalho de mudar o título. Não acredita? Então ouve aqui.
Escrito por mntt às 15h39
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mais do mesmo do mais do mesmo
Quando vi no UOL Música o link "Opinião - Thiago Ney: Festivais e correrias", pensei; não, não quero a opinião dele. Mas como sou teimoso eu escolho esse daqui, cliquei. Aí começa o texto assim: TEM COISA melhor do que festival? Você encontra amigos, conhece gente, perde a compostura sem medo de cair (às vezes literalmente...) no ridículo e ainda assiste a uma ou outra banda. Parei nisso. Chega. Definitivamente.
PS: A partir de agora qualquer comentário a respeito das bobagens dos colunistas bolhísticos está nas mãos do Alex.
Escrito por ronamira às 15h15
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diário de bombordo 3.0
 dEUS é belga 16.06.04 Festivais de verão 2004. Haja tempo e haja dinheiro. Os festivais europeus desse ano trazem uma infinidade de opções para todos os gostos. PJ Harvey, dEUS, Dandy Warhols, Kraftwerk, Suicide, Air, Iggy Pop, Fila Brazilia... e um monte de lixo também.
 19.06.04 O amor é fodido. Pode ser que suas prioridades sejam outras. Talvez não seja o seu tipo de livro. Pode ser que você só tenha tempo para ler o jornal do dia. Talvez até você não consiga aceitar o que o livro de Miguel Esteves Cardoso nos joga na cara. De qualquer forma, repita seu título. Como um mantra.
 22.06.04 Mala educación. Um Almodovár morno. Ainda um Almodovár, mas sem os histerismos opostos do riso e do choro. Ainda sim um Almodovár. Delicado e polêmico. Um respiro para a próxima bomba. Espero. Sua [nossa] sorte é ser espanhol. Se fosse americano, poderia facilmente cair nas mesmas malhas que levam os Coen e outros para a masmorra comercial.
 30.06.04 Coffee and cigarettes. Jim Jarmush deve ser um cara legal. Não há compromisso com o mercado. Faz os filmes como quer e se vender, muito bem. É o chamado cult director. Parece que faz os filmes para os amigos. E dessa vez o fez literalmente. "Coffee and cigarettes" segue a linha dos pb "Strangers than Paradise", "Down By Law" e "Dead Man". Sempre com o rock'n'roll na veia. Sempre o timing da cena no limite do suportável. Jim Jarmush faz road movies dentro de cafeterias.
 Fawcett em ação 17.07.04 Caetano filma e recita nomes de árvores em tupi "Jacarandá, caiuá, paraparaí; urucum. Ibirapitanga, orabutã, ibirapiranga, ibirapitã." Do topo de um edifício paulistano, Caetano Veloso, de câmera na mão, recitará esses nomes enquanto filma outros prédios ao redor. ....... [fonte: Folha de S.Paulo]
Tá tudo explicado.... Sei lá, e se ele engasgar e perder a voz para sempre? E se o Arnaldo Antunes resolver ir pro meio da selva amazônica recitar? "Janela, concreto, asfalto; ar-qui-te-tu-ra. Alumínio, tijolo, carbono, se-má-fo-ro". Que saudades de Arrigo Barnabé e Fausto Fawcett.
 18.07.04 panic in the streets of Birmingham. Se os Smiths começassem hoje, Morrissey cantaria assim: "There's more than Internet, but not much more, not much more..."
 19.07.04 Chrissie Hynde. Curiosidade. Descobri durante a organização dos meus cds que a vocalista dos Pretenders faz backing vocals na música "Nite Klub", do sensacional Specials.
Escrito por ronamira às 15h08
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Corporação
 Tem uma frase que eu adoro: "tecnologia simplesmente permitiu que mais pessoas criassem música ruim". É do Rob Garza que, ao lado do Eric Hilton, forma o projeto Thievery Corporation, de... música eletrônica.
Hoje escutei na Rádio Eldorado um remix que os caras fizeram para "Strange Days", do Doors. Achei uma merda. Eles mantiveram apenas o vocal do Jim Morrison que, às vezes, parecia não "casar" com a base instrumental. Sei lá, perdeu toda a aura de insanidade da original, muito em função do órgão "fantasmagórico" do Ray Manzarek. Existem umas coisas que não se devem fazer...
Por outro lado, a dupla compilou um CD da pesada. Chama-se "Sounds From The Verve Hi-Fi". Eles fuçaram o catálogo da gravadora Verve e descolaram 15 faixas de arrepiar. Tem Sérgio Mendes & Brazil'66 com "Chove Chuva" (Jorge Ben), a latinidade de Cal Tjader ("Cuchy Frito Man") e Willie Bobo ("Lisa"), o jazz com tintas orientais/árabes de "Something Else Again" (Richie Havens) e "The Fakir" (Cal Tjader, de novo, com o Lalo Schifrin... este, o cara que compôs a trilha de "Missão Impossível"), além de pérolas bem conhecidas nossas como Elis Regina ("Bala Com Bala"), Walter Wanderley ("Batucada Surgiu") e Astrud Gilberto (numa versão sensacional de "Light My Fire", dos Doors... olha eles aí de novo!).
A quem interessar, a dupla se apresenta no Tim Festival deste ano, dia 28/10 no Rio de Janeiro e dia 29/10 em São Paulo.
Escrito por mntt às 12h09
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Jazz e cia.

- Foi anunciado o lançamento no Brasil de um pacote de CDs da Impulse, importantíssimo selo de jazz estadunidense. Ainda não revelaram os títulos, mas tem coisa do John Coltrane, da esposa Alice, Gato Barbieri e outros feras. Deve custar em média R$ 35. Coisa finíssima. Quando tiver mais detalhes, falo direitinho sobre o assunto aqui;
- Comprei uma reedição em CD do primeiro disco do Zimbo Trio, um dos mais importantes grupos de samba jazz (ou jáis, como costumam dizer) do Brasil, surgido nos anos 60. O álbum é de 1964 e traz os bambas Hamilton Godoy (piano), Luiz Chaves (contrabaixo) e Rubinho (bateria) interpretando temas como "Diz Que Fui Por Aí", "Berimbau" e "Inútil Paisagem", entre outros. Da pesada pesadíssima. Tá uns 20 pilas;
- Por falar em samba jáis, amanhã tem show imperdível aqui em São Paulo. O saxofonista, flautista e compositor J.T. Meirelles, contemporâneo e da mesma turma do Zimbo aí de cima, se apresenta com seu Copa 5 no Sesc Vila Mariana. Deve tocar maravilhas como "Quintessência" e, dizem, um tema do Coltrane ("Naima"). End.: r. Pelotas, 141; fone: 5080-3000; ingr.: de R$ 3 a R$ 6 (uma pequena fortuna); horário: 20h30.
Escrito por mntt às 18h48
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alta voltagem
 Sensacional apresentação do AC/DC, com "[Baby] Please don't go", no Countdown, em 1976. Bon Scott vestido de colegial de trancinhas é de apaixonar.
Clique aqui para ver.
Escrito por ronamira às 10h26
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quem pode, pode II
 Dia 26.08 coloquei aqui uma troca de e-mails [olha a moda aí] de gente grande, que entre outras informações, mostrava um par de "clipes" raros dos anos 60, no youtube. Se quiser reler e ver clique aqui. Esses dias recebi outro e-mail da turma, vou reproduzir abaixo com os comentários.
Ref: Roberto Carlos e outras italianíssimas
AA: Roberto Carlos em um filme italiano. O máximo! (reparem na platéia, no primeiro insert: é a Maria Bethânia?) Clique aqui para ver Roberto Carlos - A che serve volare (1968)
RF: Well, o filme pode ser italiano, mas a seqüência do Rei foi filmada no Brasil, sem dúvida. Onde mais a produção iria conseguir arranjar tanta gente bronzeada, prontinha para mostrar seu valor, para compor aquele auditório? Ah, a camisa de babados (copiada dos Merseybeats) que toda a Jovem Guarda + o Jorge Ben cansaram de usar...
••• AA: De frente, o Edoardo Vianello é a cara do Vesgo do Pânico. Clique aqui para ver Edoardo Vianello - Peperone
RF: Achei Edoardo Vianello mais parecido com Lando Buzzanca... e com Orestes Quércia nos anos 70 (pré-plástica nasal)
••• AA: É a segunda vez que eu envio. Mas vale a pena ver de novo (o Gianni Morandi era um piteuzinho) Clique aqui para ver Gianni Morandi - In Ginocchio Da Te (1964)
••• AA: Gente! Um link (existia isso em 1964 ou era um truque?) Paris-Roma, um pgm que parece o Hairspray, com Dalida (queixuda, nariguda, maravilhosa –uma proto-Lady Di cantante –dá pra entender porque o Luigi Tenco se matou...) + o piteuzinho Morandi, Gigliola Cinquetti e o Little Tony Clique aqui para ver Dalida - Viva la pappa (live)
RF: o link Paris-Roma era possível em 1964, sim senhor! era possível desde 1962, com o lançamento do primeiro satélite de comunicações Telstar (é, aquele, que Joe Meek escreveu e produziu uma música instrumental, hit no mundo todo com The Tornados, menos no Brasil, onde apareceu uma versão VOCAL de 'Telstar' com uma cantora chamada Dorothy). O concurso Eurovision passou a ser transmitido via Telstar desde então para toda Europa. Outros Telstars foram lançados depois daquele primeiro ter entrado em colapso com uns 2 anos de uso - tô citando de memória, não joguem pedra em mim se eu estiver ligeiramente errado! - depois de 1964..., bom! deixa pra lá. Antonio, é você quem trabalha com televisão!
Sabiam que Dalida tem uma praça com seu nome, um monumento na praça e uma estátua em tamanho natural na cidade onde nasceu, na Grécia? Deve ter sido um trabalho fácil para os escultores, ela é toda angulosa, naturalmente já é estatuesca.
••• AA: Roberto Carlos de novo – ‘Por isso Corro Demais’ com legenda em italiano. Cantem com a bolinha! Clique aqui para ver Roberto Carlos - A Che Serve Volare (Por Isso Corro Demais)
RF: Vi sábado passado a seqüência do filme do Roberto em que ele passeia pelo Rio de Janeiro, em 1967; taí o link do youtube: Clique aqui para ver O Rio de Janeiro em 1967
Pode ser que todo mundo já viu, mas eu não tinha visto ainda. É a única cena do cinema em que um helicóptero passa por um túnel, sem cortes, sem trucagem, sem nada. Segundo Roberto Farias, o diretor, estava combinado do piloto passar por cima do morro; na hora o cara deu uma pirada e resolveu fazer a manobra arriscadíssima, com Roberto a bordo. Se a porra da hélice encostasse no túnel, adeus Rei!
Me ocorreu que eu NÃO VI nenhum dos filmes da jovem guarda, nem o da Wanderlea nem o dos Incríveis ('Os Incríveis Neste Mundo Louco'), que me garantiram ser muito bom. Perdi todos porque sou besta.
AA: Só você mesmo pra lembrar do satélite Telstar. Parabéns e obrigado por tirar a dúvida. Aqui na Globo, pra quem mostrei o vídeo, ninguém lembrou.
A história do helicóptero eu nunca engoli. Tinha uma câmera do outro lado do túnel, numa posição que mostra bem que tava tudo combinado. E quem está dentro, naquela seqüência, não é o Roberto Carlos. Nem o Erasmo. Nem a Wanderléa.
Escrito por ronamira às 17h47
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Panic at the 50
Já que está na moda publicar troca de e-mails e tal, aqui vai um trecho de uma conversa que eu e Ronaldo tivemos há pouco no messenger, depois de ele ler meu post sobre o Gang of Four:
ronas - ImI diz: só faltou perguntar se o panic at the disco vai ta tocando aos 50
ronas - ImI diz: rs
Menotti diz: vai fazer acústico
Menotti diz: e regravar a-ha
Escrito por mntt às 11h39
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Meninos, eu vi
Quarta-feira, véspera de feriado, eu vi uma banda fazer história no Via Funchal, aqui em São Paulo. Claro que falo do Gang of Four e arrisco dizer que foi o show do ano. Os tiozinhos da banda - média de idade: 50 anos - se portaram como um bando de adolescentes alucinados - o vocalista John King dançava desengonçado ao estilo Iggy Pop -, desfilaram um punhado de canções certeiras, muitas do primeiro, clássico e genial álbum, "Entertainment!", de 1979, e mostraram que essa turminha nova incessada pela Ilustrada ainda vai ter que comer muito arroz-com-feijão - ainda que provavelmente o jornalão paulista pergunte um dia: "Quem precisa de Gang of Four?". Com a debandada das patys que estavam lá pra ver o Cardigans (quem?), deu pra chegar pertinho do palco e me deliciar com sonzeiras como "Ether", "Not Great Men" - que ouço no exato momento em que batuco estas - "Return the Gift e, claro, "Damaged Goods" e "To Hell With Poverty", que me fizeram pular como o Flea, do Red Hot Chili Peppers - e aqui se faz a conexão: além dos pimentas serem fãs dos caras, o primeiro disco deles foi produzido pelo guitarrista do Go4, Andy Gill. No bis, matador, "I Found That Essence Rare" e "I Love Men In Uniform". Perfeito, Tudo bem moderno, tudo 1979... depois, só me restou ir embora, bêbado e feliz.
Escrito por mntt às 10h55
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emo nu, emo cru
 e hoje? o que vai ser? Antes que eu me esqueça e pra esquecer pra sempre. Sério, deu no saco falar mal das mudernidades da Bolha de S. Paulo. Hoje no Folhateen, além de um papo animadíssimo entre os colunistas da nova era [ou "já era"?] onde confessam curtir a "honestidade" do emo, a matéria da capa era "Conheça Panic! at the Disco, a banda mais falada no mundo hoje". Cabelos à parte, o correto, segundo a linha de raciocínio Bolha, seria "Conheça Panic! at the Disco, a banda mais falada no mundo hoje". Amanhã eu já esqueci.
Escrito por ronamira às 16h19
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por uma boa causa
 O amigo Dudu resolveu virar cervejeiro em grande estilo. Vai "competir" com nomes internacionais como Newcastle, Old Speckled Hen e Guinness. Degustação no Drake's, pub bacana do Centro Britânico, dia 18, 21hs. Rua Tucambira, 163, Pinheiros.
Escrito por ronamira às 15h34
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tablóide atonal [normal]
 David "C-Diddy" Jung, campeão de guitarra imaginária 2003 10.09.2006 17h47 - Padre ameaça explodir bomba em show de Madonna 12h31 - Japonês vence campeonato de guitarras imaginárias; veja fotos 10h27 - Paul McCartney oferece a Mills US$ 74,6 milhões por seu silêncio
09.09.2006 15h56 - Sandy é vaiada em aeroporto de São Paulo, diz jornal
 Cat Stevens @ zioneocon.blogspot.com 08.09.2006 20h55 - Rapper 50 Cent é detido em Nova York por dirigir perigosamente e com a carteira vencida 18h33 - Cat Stevens lança novo disco de música pop após 28 anos 15h40 - U2 grava com Green Day e prepara novo disco 13h07 - Roqueira brasileira oferece recompensa por vestido roubado em show 12h32 - Festival com The Ataris traz fusão "emocional" de hardcore e punk a SP 10h09 - Cantor do Scissor Sisters chama líder do Pink Floyd de "cretino"
 Yoko Ono @ smh.com.au 07.09.2006 16h42 - "Le Monde": Os músicos que puseram fogo em 1 milhão de libras 16h17 - Yoko Ono diz que Lennon era único Beatle rebelde 12h09 - Caetano diz que pensou em fazer CD "clandestino" 11h03 - Caetano exibe fôlego de garoto em novo CD Cê 00h00 - "Há canções demais nesse mundo", diz Caetano Veloso em apresentação de novo disco
 Juliette Lewis @ ilx.wh3rd.net 06.09.2006 21h27 - 'Não quero mais atuar', diz o Rebelde Diego Gonzáles 17h22 - Dave Grohl faz participação em disco de Juliette Lewis 16h58 - 'Policial' do Village People escapa da pena de prisão
 Motörhead @ killermetal.ch 05.09.2006 18h04 - Astro pop inglês diz que lava as próprias roupas 16h45 - Juiz livra Pete Doherty de sentença e elogia sua música 16h24 - Vocalista do Motörhead lança disco com seu trio de rockabilly 15h25 - Trama encaixota cinco DVDs da série Ensaio 15h18 - Mais sombrio, Iron Maiden lança disco sobre a guerra 14h24 - Baixista do New Order se aventura na literatura 13h35 - Músico grava sucessos de Elvis em versão bossa nova 12h03 - Cante o sucesso "Hips Don't Lie", de Shakira, em seu computador 11h38 - Britney Spears não seria a verdadeira cantora de seus CDs
 The Ataris @ 3voor12.vpro.nl 04.09.2006 16h18 - Paralamas e Zé Ramalho juntos pela primeira vez 15h44 - Cante os sucessos da Daniela Mercury em seu computador 11h43 - "Eu acredito em download", avisa cantor do The Ataris 10h38 - Cher diz adeus a estilo gótico e faz enorme "venda de garagem"
Escrito por ronamira às 14h35
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tablóide atonal [sextime]
 Robbie Williams @ images.musicclub.it 10.09.2006 17h47 - Astro pop diz que não consegue transar ouvindo música 16h37 - Cantor Robbie Williams quer arrumar um namorado 15h37 - Boatos afirmam que Britney teve seu segundo filho
 Pussycat Dolls @ qmusic.nl 08.09.2006 21h08 - De microvestido, musa do Black Eyed Peas faz a festa em show 16h25 - Cantora mostra coreografia provocante em festival 13h55 - "Seminuas", Pussycat Dolls fazem show em festival 08h17 - Com pouca roupa, Beyoncé mostra sensualidade em festival
07.09.2006 10h38 - Banda faz show "sexual" na abertura do Campari Rock
 Gwen Stefani @ gwen-stefani.znane.com 06.09.2006 13h35 - Gwen Stefani lança linha de bonecas em edição limitada 09h27 - Beyoncé promove disco e exibe as curvas na MTV
 Christina Aguilera @ simplyaguilera.com 05.09.2006 16h21 - Christina Aguilera faz pose sensual em novo CD
 Paris Hilton @ i20.photobucket.com 04.09.2006 13h59 - Artista "falsifica" CD e deixa Paris Hilton nua
Escrito por ronamira às 14h28
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é fantástico!
Na chamada para a entrevista de Caetano Veloso no programa dominical da Globo, o locutor enalteceu as polêmicas do compositor. Chegaram a dizer algo como língua sem papas. Entretanto, o que se viu foi que as perguntas dirigidas a Caetano eram do tipo "quem você considera uma besta?". Oras, óbvio que coisa leve não ia sair da boca de qualquer um que lá estivesse. Assim, qualquer um é polêmico. E como numa parte da entrevista Caetano foi "obrigado" a falar mal dos brasileiros que vivem fora do Brasil, principalmente nos EUA, o Fantástico tratou de jogar na sequência um flash do Brazilian Day, em Nova Iorque. Na cena, uma cantora x [eu tava na cozinha e só ouvi o áudio], em ritmo de carnaval, soltava "Sweet Child of Mine", dos Guns 'n' Roses. Que vergonha.
Escrito por ronamira às 23h20
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bovino ilustrado
O genial [sic] Thiago Ney gastou sua sensacional [sic] coluna [sic] na Ilustrada pra um assunto [sic] de suma [sic] importância [sic]: os e-mails que ele recebeu por ter escrito que o mundo não precisava de mais um álbum do Bob Dylan. Sinceramente, eu queria ter esse emprego. Passaria os dias escrevendo sobre os e-mails que recebo; viagra, fotos sensuais da vizinha, ampliadores de pênis. Mas ele não ficou só nisso. Disse que no Brasil temos vacas sagradas, comparadas a Dylan; artistas que não podem receber críticas, como Chico Buarque, Caetano Veloso e Marisa Monte. Eu não entendi direito. Se a mídia mundial falou muito bem do Dylan, isso significa que as vacas sagradas estão espalhadas por todo lugar, menos na casa do colunista [sic], onde só toca os lançamentos da semana. Aliás, se você quer se manter up-to-date, uma dica é frequentar a lata de lixo do cara. Sick.
••• Numa outra página do mesmo jornal, um outro colunista falava bem de outra vaca sagrada - pelo menos aqui nesse blog -, os Gang of Four. Ao que parece o show do Campari Rock foi bem bom [Alex vai falar a respeito?], no maior pique, assim como o cd ao vivo do qual já falei aqui.
••• E pra finalizar, ainda na Ilustrada, a coluna social destacou fotos de Fabio Massari e Edgar Scandurra, que teriam ido ao show acima para ver a banda de abertura, os Cardigans. Hã hã.
Escrito por ronamira às 21h11
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punkaxé
 Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso soltou hoje uma risadinha sarcástica quando leu na capa do jornal que o próximo disco de Caetano Veloso terá influências punk. Obviamente que vamos ter que ouvir isso pra meter o pau direito, mas como temos certeza que Caê não é bobo nem nada, basta trocar os mencionados Pixies e Sex Pistols por Charlie Brown e Jota Quest pra sabermos onde o cara quer chegar.
Escrito por ronamira às 11h39
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A propaganda é a alma do negócio
Pra quem ficar por aqui no feriado... e com direito a "tu veux ou tu veux pas"...
o SamBaCana Groove desta semana dedica espaço privilegiado a “indies & pendentes” da música brasileira dançante, sacolejante e chacoalhante, com dois observadores privilegiados da cena criativa nacional.
dj menotti é cúmplice de primeira hora do projeto –e candidato natural, quem sabe, a autor da “biografia” do SamBaCana Groove. o cara não falta em uma festa!!! (cê que não ouse, viu meu velho!) conhece o DNA sambacanense (e o gosto dos freqüentadores do projeto) como a agulha conhece o sulco do vinil (humm... essa foi longe, hein?!) trocando em miúdos: sabe como fazer sorrir e saracotear.
Escrito por mntt às 15h20
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continua
dj pires é outro grande comparsa das noitadas no copan. é dele a gloriosa idéia do DEJOTA POR UM DIA (inaugurada pelo próprio, meses atrás), uma brincadeirinha que, de quebra, o revelou para o universo das bolachas analógicas e/ou digitais. hoje com o vírus da discotecagem correndo no sangue, mr. pires bota pra [re]quebrar com “força, disposição e garra” –além de uma coleçãozinha respeitável de temas seletos do cancioneiro nacional, seja ele das antigas ou das futuras.
o projeto é realizado no EDIFÍCIO COPAN/
MEZANINO DO RESTAURANTE SAPORI DI ROSI/9 de setembro, das 23h às 6h/av. ipiranga, 200, tel.: 3120-4442/R$ 10,00 (com o nome na lista, enviado até 19h de sábado para sambacana.groove@uol.com.br) ou R$ 15,00 (sem o dito na dita)
Escrito por mntt às 15h20
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rosalie goes shopping
 vitrine Já falamos aqui das nossas lojas de música preferidas, mas hoje vou falar especificamente de uma, onde passei parte do sábado fuçando, sonhando, e torrando o salário que ainda não chegou.
 fachada A Sensorial tem 4 anos e fica na galeria Presidente [ao lado das Grandes Galerias], no meio de dezenas de outras lojas, mas diferencia-se por 3 fatores importantes. 1. O ambiente é acolhedor [o dono, Carlos, é simpático e solícito] e você não se "perde" entre 6 milhões de cds, 2. A variedade dos cds vai do último lançamento até uma Patty Smith ou a caixa de "Children of Nuggets", 3. Tudo isso com um preço praticamente imbatível. Onde você vai encontrar Pussy Galore [importado, claro] por 35 reais? Na Sensorial.
 banquinha de ofertas Destaques para a prateleira de pop/rock nacional, que vai muito [mas muitíssimo!] além dos premiados da MTV, e para a banquinha de cds novos e bacanas [Tom Zé, Pavement, etc] com preços entre 8 e 15 reais. É sem dúvida a loja que alimenta esse Atonal. O endereço é rua 24 de maio, 116 - Rua Alta, Loja 7 - e o telefone é 3333.1914.
Escrito por ronamira às 13h09
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tentativa e erro?
 Roubei rapidinho da produção o clipe de "Steady As She Goes", dos Raconteurs. Jack White procura novos rumos depois do sucesso com Meg; é até compreensível e normal, longos casamentos passam por suas crises. Juntou-se ao cantor power pop Brendan Benson e à cozinha dos Greenhornes [Patrick Keeler na bateria e o baixo de Jack Lawrence]. "Steady As She Goes" é bem feitinha, com os vocais "casando", e refrão de ficar na cabeça. Mas Jack já fez coisas mais interessantes com o White Stripes e os Greenhornes são melhores do que tudo isso junto.
Escrito por ronamira às 11h44
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punk até a alma
 A dica foi do Alex e encontrei e comprei. Um resumo da contra capa do dvd talvez explique melhor o que acabei de ver.
••• Em junho de 1978, The Cramps tocou numa sala cheia de pacientes do Instituto Mental do Estado de Napa [Califórnia] e instantaneamente estabeleceu uma marca no rock. The Cramps estavam no auge e tinham acabado de gravar "Gravest Hits". No meio da segunda música, uma jovem sobe no palco e começa a dividir o microfone com Lux, e já na quarta música é uma putaria por todo lado; com o público dançando, agarrando o microfone e se agarrando, "ficando difícil dizer quem eram os pacientes mentais".
••• Nos extras um documentário sobre a produtora Target Video, que entre outros trouxe ao mundo performances ao vivo sensacionais, como Devo [1980], Screamers [1978] e Iggy Pop [1981]. The Cramps "Live at Napa State Mental Hospital" dura só 20 minutos, tem qualidade de vídeo podre [pb com microfone mono], mas é emocionante de chorar. Valeu Alex!!!
Escrito por ronamira às 11h17
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a gata subiu no telhado 2
 o poder da gata O título acima volta no tempo, volta a um dos primeiros posts desse Atonal. Na época estava pra ser lançado o álbum "The Greatest" [2006], de Chan Marshall [aka Cat Power], e, ouvindo o pouco disponível na web, cheguei a desconfiar dos excessos de produção. Encontrei uma versão argentina - do selo Ultrapop - de "The Greatest" nesse final de semana. E de fato, é um cd mais polido. Chan voltou a Memphis para trabalhar com grandes músicos de soul da região, da The Memphis Rhythm Band, e acabou por fazer um álbum mais acessível. A voz está lá, o piano também. Mas tem muito mais. Com certeza Cat Power juntou mais fãs aos que já existem, eu entre esses, mas com certeza os que já existem ficaram com uma pulga atrás da orelha, como eu fiquei. Mas pulga não é que nem barata, que não morre nem com sapatada. Na segunda escutada de "The Greatest" meu amor por Chan Marshall voltou com tudo. A verdade é a seguinte, quando alguém é realmente bom, salvo exceções tipo casar com o cara errado, leva um certo tempo pra esse alguém fazer algo realmente ruim. E Cat Power ainda é jovem, e não casou com o cara errado, tipo eu. ••• Curiosamente "The Greatest" não foi lançado no Brasil, afinal, no mesmo pacote Trama/Matador mencionado no post abaixo do abaixo, estava uma batelada de Cat Power, e depois ainda lançaram a obra prima "You're Free" [2003], ou seja, o Brasil é realmente esquisito. Lançam um monte de porcarias melosas, aí vem alguém espirituoso e lança coisas bacanas que encalham. Aí quem encalhou lança algo palatável e o mercado ignora. Sei lá. Caso você não tenha, nas lojas ainda chove Cat Power. São 4 os cds lançados aqui; "What Would the Community Think" [1996], "Moon Pix" [1998], "The Covers Record" [1998] e o já mencionado "You're Free".
Escrito por ronamira às 18h19
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Eu te amo, porra!
 Peréio @ carosamigos.terra.com.br Só pra não dizerem que a gente só mete o pau na Folha, ontem eles tiveram uma sacada do caralho. Entrevistaram o Paulo César Peréio, um dos atores mais fodões do Brasil, que atuou em porras de filmes como "Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia", "Barrela", "Vai Trabalhar, Vagabundo", "O Homem do Ano" e porras clássicos como "As Aventuras Amorosas de um Padeiro" e "As Mulheres Que Fazem Diferente". Pois, o cara tá morando qui na porra de São Paulo e foram pegar umas porras de umas dicas de umas porras de lugares que ele freqüenta. Ele disse que tá curtindo jogar a porra da sinuca e disse que as porras das mesas da porra da Choperia da porra da Liberdade são do caralho. Peréio é cool até não poder mais, mas não fode a merda, porra. As mesas de lá são uma merda. O cara precisa descobrir a porra de outro salão de porra de sinuca. Aí sim ele vai pirar na porra. Caralho!
Escrito por mntt às 18h03
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é nóis na fita
 Guided by Voices @ img.photobucket.com O subtítulo de Atonal, vida de tiozinho, fixou-se ai no topo após uma série de tentativas de encontrarmos algo que identificasse a gente. Isso não quer dizer que vai ficar aí pra sempre, mas preguiça e a realidade faz com que mantenhamos a frase. O que ocorre é que depois dos 35 a gente automaticamente vira tiozinho. Com meu pai foi assim. E qual é o problema em se sentir assim? Na verdade, nenhum, às vezes até sentimos orgulho disso. É o caso quando vemos/ouvimos bandas de "tiozinhos" fazendo um som bacana, sem se preocupar muito com o sucesso e a parada, meio como a gente mesmo, aqui. Quando a Trama lançou um pacotão da Matador Records por aqui, e todos os jornalistas rapidamente trataram de trocar os jabás em lojas de segunda mão, obviamente que alguma coisa boa se perderia. Foi o que aconteceu com os cds dos tiozinhos Guided By Voices. Influenciados por The Who, Syd Barrett e Bob Mould; com uma história de mais de 20 anos [1987-2004] e uma formação que alternou por volta de 40 [!!!] músicos, a banda do eterno Robert Pollard sempre fez som de garagem, mesmo quando gravou em estúdios de verdade. Sim, porque grande parte do material dos caras foi gravado literalmente na garagem. E assim sendo, acabou por ter fãs gente do naipe de Thurston Moore e Kim Deal. Kim, inclusive, produziu "Under the Bushes Under the Stars" [1996], que sábado passado comprei de novo. Saudades incorrigíveis de umas 5/7 canções e o preço, 8 paus [!!!], ajudaram a não piscar pra ter o mesmo disco repetido. Quem acompanha Atonal sabe porque. "Under the Bushes Under the Stars" não é considerado o melhor disco do GbV, mas é melhor lançado na overdose que mencionei acima. Tem letras super cool e o equilíbrio perfeito entre sujeira e pegadas pop, sem deixar de ser inovador. Coisa que só alguns tiozinhos conseguem fazer.
Escrito por ronamira às 14h50
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tablóide atonal [comentado]
 Beyoncé @ worth100.com 03.09.2006 16h35 - Beyoncé divulga disco e manda beijo no Japão [Que raio de notícia é essa?]
 Gilberto Gil @ cafemusic.com.br 02.09.2006 17h44 - Ventos fortes adiam gravação do DVD do Jota Quest [Taí um bom motivo pra eles comporem a canção "Katrina"] 09h42 - Gil lança CD voz-e-violão que reúne seus "retiros espirituais" [Na Quadra 23E ou 30 anos atrás, em Trancoso?]
 Jessica Simpson @ i6.photobucket.com 01.09.2006 21h41 - Jessica Simpson perde a voz durante show nos EUA [E o Homer ficou muito frustrado] 19h42 - Slayer se define como banda trash metal definitiva e promete show demolidor no Brasil [Como já vimos aqui, Slayer é o Eagles do death metal...] 18h28 - Jay Kay, líder do Jamiroquai, lança linha em parceria com a Hugo Boss [Agora a playboizada vai dançar arrumadinha] 15h21 - Juíza considera viável processo dos Beatles contra a EMI [E finalmente John Lennon vai ter sua piscina no céu] 14h52 - Jennifer Lopez mostra visual "comportado" no VMA [Sutiã?] 13h59 - Mariachis de todo o mundo se reúnem em encontro internacional [Mariachi japonês? Mariachi finlandês? Mariachi iraquiano?] 13h03 - Vocalista do Jota Quest comemora amadurecimento em ensaio [Completar 13 anos não é fácil!] 09h57 - Lenine reinventa sua obra com Acústico MTV [Um puxadinho aqui, uma reforma no encanamento, e pronto] 09h35 - Erramos: Favoritos Shakira e Red Hot saem derrotados do VMA [Nada que um porre de champagne no hotel não resolva] 09h20 - Machado de Assis inspira ópera de grupo de rap [Yoooooo, Brás Cubas, Heyyyyy, Quincas Borba, Yoooooo, Dom Casmurro!] 08h28 - Shakira perde prêmios, mas empolga com rebolados no VMA [E você esperava o que?] 02h28 - James Blunt leva 2 troféus e Beyoncé seduz no VMA [E você esperava o que?]
 Elton John @ news.bbc.co.uk 31/08/2006 21h29 - Wanessa Camargo passa dia em estúdio narrando histórias infantis [Difícil foi acordar os técnicos de som] 20h58 - Mariana Ximenes faz pose em show de Chico Buarque [Quem não fez?] 20h27 - Contente no governo, Gil diz que missão na música está cumprida [Ufa!] 19h30 - Roqueiro Gene Simmons morre nos Estados Unidos [Se fosse o outro Gene poderíamos dizer que foi indigestão] 19h19 - Cantora mostra sensualidade em aquecimento para o VMA [Grande novidade, quem lê essas notícias sabe que todo dia alguma cantora mostra sensualidade, ou decote ousado, ou algo do genêro] 12h26 - Show da dupla CocoRosie ganha ares sensuais em São Paulo [Eu não disse?] 11h51 - Roqueiros do Oasis vão abrir rede de hotéis nos EUA [Tão cansados de pagar para outros o que eles quebram nos quartos. Agora o dinheiro circula entre eles mesmos. E as brigas vão aumentar] 11h46 - Arcebispo de Moscou pede fãs resistam às "tentações" de Madonna [Daqui há 10 anos vão rogar pros fãs cairem nas tentações dela] 11h36 - Cantor do RBD compra carro de US$ 100 mil [Essa sem dúvida é uma notícia importante, pro cara que ganhou a comissão] 07h07 - Rede Globo vai transmitir show de Elton John no Rio [Nossa, que surpresa] 01h07 - Japinha e Fernando Sanches afastam-se do Hateen; leia comunicado da banda [Ratinho informa; logo viraremos dupla sertaneja]
 Justin Timberlake @ adspot.blogia.com 30.08.2006 19h03 - Justin Timberlake mostra rebolado em show nos EUA [Até tu, Bruta?] 17h24 - Católicos russos pedem que Madonna não se crucifique em show [Deixa que eles mesmos crucificam a madame] 16h27 - Organizador de show contrata médico geriatra para os Stones [Já falamos aqui; tudo a ver] 12h07 - Malásia proíbe revista com fotos de cantora seminua [Totalmente nua pode?] 12h04 - Integrantes dizem que RBD tem prazo para acabar [Acho que expirou antes do prazo] 11h10 - Compositor britânico lamenta rebaixamento de Plutão [Mas essas são as regras, terminou no campeonato por último, caí] 10h01 - RBD: Dulce María nega namoro com Christopher [Essa notícia também é muito importante, pra meninos e meninas] 09h29 - Ivete sonha com Bono no segundo DVD [Aí ambos acordam num pesadelo]
 My Chemical Romance @ usedrevenge.buzznet.com 29.08.2006 20h11 - Álbum de Paris Hilton "encalha" nas prateleiras [Talvez seja a única maneira dela encalhar....] 15h40 - McCartney lançará novo disco de música clássica em setembro [Macca, please, "leave" and let die] 13h15 - My Chemical Romance mostra lado "negro" em CD [Descobriram rímel pra pêlos nas costas?]
Escrito por ronamira às 13h48
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graça

Diz a lenda que Tim Buckley e seu filho Jeff tiveram mortes similares. Mas é lenda. Tim, grande cantor folk dos anos 60 morreu de overdose de heroína em 97, depois de uma carreira cheia de mais baixos do que altos. Jeff por sua vez, figura promissora do pop, morreu afogado aos 30 anos, tendo lançado em vida apenas um LP de estúdio, "Grace", considerado um dos melhores álbuns de 1994 - que obviamente não foi lançado por aqui. Segundo o Allmusic, o som de Jeff é algo como Van Morrison misturado com Led Zeppelin. Hmmm, assistindo a um dos dvds que comprei hoje, "Jeff Buckley Live in Chicago", eu diria que ele está mais próximo do outro Morrison, o Jim. Tem algo a ver com a aura no palco. Tem a ver, segundo uma amiga, com sua voz de anjo. A música também remete a The Doors, principalmente no que diz respeito às levadas jazzísticas e os crescendos climáticos. O concerto de Chicago apresenta os "hits" de "Grace" - o que significa o álbum todo - além de covers clássicas que vão de Nina Simone até MC5. Enquanto o Buckley pai foi cultuado [por poucos] durante sua vida musical, Jeff tinha uma legião de fãs e a morte apenas ampliou esse número. "Live in Chicago" - que obviamente não foi lançado por aqui - mostra porque.
Escrito por ronamira às 21h53
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grandes momentos da música 2.0
 Em 1994, após uma estada de quase 5 anos na Europa, voltei ao Brasil pra umas férias merecidas. Na bagagem fitas gravadas de rádio, os livros fundamentais, e alguns sonhos. Mas como sonho é sonho, a realidade é que fui convidado pra trabalhar na MTV e, com trabalho, sol e meninas, resolvi ficar aqui na terrinha. Acho que na época minha relação com a música passava por um momento de crise. Tudo parecia igual e sem sal. Até algumas coisas que hoje em dia eu gosto eram sem graça dentro do contexto do que eu estava passando. Sabe como é, voltar, readaptar, etc. Até que me convidaram pra ver um show no Aeroanta, de uma banda de punk da qual eu tinha só uma música entre as fitas, o Fugazi. Meu mundo caiu com a potência dos caras no palco. Pirei, quis mais. E no dia seguinte comprei os três cds disponíveis na finada Indie. E nem aparelho de cds eu tinha.
Fugazi com certeza ainda volta ao Atonal
Escrito por ronamira às 19h51
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cada um cada um
Enquanto da cabeça do Alex não sai "Ever Fall In Love", do Buzzcocks; da minha não sai "What The World Is Waiting For", do Stone Roses.
Escrito por ronamira às 19h48
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can a drowning man save a drowning man?
Diálogo do texto de Tennessee Williams em "Cat on a Hot Tin Roof".
Big Daddy [Burt Ives]: Why don't you kill yourself? Brick Pollitt [Paul Newman]: 'Cause I like to drink.
Escrito por ronamira às 19h46
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diário de bombordo 2.0

 Fundação Serralves 08.06.2004 FUNDAÇÃO SERRALVES DEBUTA COM FESTA DE 40 HORAS E DOIS CONCERTOS MEMORÁVEIS rock in hahaha Enquanto em Lisboa a epopéia RockinRioTejo saciava a massa sedenta em uma exposição retrospectiva com alguns dos maiores ícones do pop de estádio, na cidade do Porto, uma outra exposição trazia e fazia a história em capítulos bem diferentes. A festa dos 15 anos da Fundação Serralves exibiu música, cinema, performances, teatro, oficinas, debates, circo... o de sempre. O de sempre? Not really. Gente há muito tempo longe dos palcos tocou na noite de sábado. Os portugueses Três Tristes Tigres e os novaiorquinos Television apresentaram-se para "apenas" 4 mil pessoas no palco armado no "pasto" da Fundação Serralves.
 Três Tristes Tigres onde o rock em português é possível Os Três Tristes Tigres continuam sendo a melhor banda pop de Portugal. Sei que é complicado isso de dizer que fulano é melhor nisso ou naquilo, mas... indo além, eu diria que os TTT ainda são a melhor banda pop em língua portuguesa. Não, não, não! São os melhores em língua latina. Atirem-me as pedras. Eu como todas. Alguns vão alegar que Los Hermanos [Brasil], Cafe Tacuba [México] e Les Rita Mitsouko [França] são mais pops no sentido puro da palavra. Alguém pode até me trazer à memória alguma outra banda, mas ninguém pode negar que os TTT fazem a mescla guitarra barulhenta com climas/batidas eletrônicas de forma soberba; algo que determina os caminhos do pop/rock contemporâneo. Ok, isso também é discutível; enfim, o fato é que os albuns "Guia Espiritual", de 96, e "Comum, de 98, soam novos até hoje, algo raro no pop. No palco os tigres eram quatro. Ou melhor, havia três tigres e uma tigresa. Ana Deus flutua na voz grave em poesia, em sua maioria composta por ela mesma; ou por Regina Guimarães, ao que parece, uma tigresa escondida nos bastidores.
Linha curva, língua turva, hás de vir buscar-me onde a noite não me esconde Se me queres inteira leva só um bocado de cada vez Linha turva, Comum, 1998
Ao vivo tocam dois colaboradores dos cds, Pedro Moura [baixo, violão de 12 cordas e teclados] e João Pedro Coimbra [bateria]. Mas a essência musical dos TTT é Alexandre Soares, quem faz as guitarras e a programação rítmica. As cordas rasgam o ar num ponto perdido entre Andy Gill [Gang of Four], Daniel Ash [Bauhaus] e Adrian Belew [King Crimson e Talking Heads, entre outros]. Nos sequenciadores, Alexandre também voa longe, levando nos de movimentos mais quebrados a la Portishead, até balanços semi dançantes de Laurent Garnier, Howie B ou Dave Clarke. Quer mais? Compre um disco. •••a televisão está em casa Se no primeiro concerto da noite o clima na platéia era hipesco, todo mundo sentado no gramado enquanto crianças circulavam trazendo mães à tiracolo; assim que Tom Verlaine, Richard Lloyd, Billy Ficca e Fred Smith entraram no palco, tudo mudou. Aos primeiros acordes de Prove it o público já em pé se aproximou do palco e as crianças sumiram. O Television iniciava sua turnê européia.
 O que ainda se pode escrever sobre uma banda como o Television? A história? A primeira formação data de 1973, com o lendário Richard Hell no baixo. Este parte para outros projetos em 75 e a vaga é ocupada por Fred Smith. Com Talking Heads, Lou Reed, Patti Smith, Ramones e Blondie, entre outros, o Television é uma das bandas que, no CBGB, dá início ao movimento punk novaiorquino. Em 1977 lança seu primeiro albúm, o clássico "Marquee Moon", obrigatório para todo colecionador. Estava assim decretado o novo rumo das guitar bands. Se hoje você gosta de White Stripes, Strokes, essas coisas, em parte você deve isso ao Television. Bom, continuando a história... em 78 sai o segundo disco, "Adventure", e a banda se desfaz para reaparecer 15 anos depois em "Television". Então mais 10 anos de reclusão e projetos particulares até que em 2001 a banda se reune novamente e passa a fazer alguns concertos por ano.
What I want I want now and it's a whole lot more than 'anyhow' See no evil, Marquee Moon, 1977
Seriam esses "vovôs" mais uns desses pop stars atrás de dinheiro fácil? As respostas parecem ser não. Fora uma barriguinha saliente aqui e uma falta de cabelos ali, o Television se diverte adolescente no palco. Leva sua música e seu talento a sério. Se a crítica daqui reclamou da frieza da banda, isso se deve ao fato de que se divertir, para o Television, não significa ficar pulando no palco, sorrindo ao berrar para o público: "C'mon everybody, let's clap your hands!!!". E ninguém tentou dizer "Obrigato!". A crítica local também realçou o fato de que metade das pessoas saíram durante o show, bem; metade das pessoas que estava lá não tinha idéia do que era a banda. Nem nunca vão ter essa idéia. Álias, se sobraram 2 mil assistentes, é possivelmente um dos maiores públicos que o Television já teve.
 Television guitarras a passeio Se em cd Tom Verlaine e Richard Lloyd soam familiares e estranhos ao mesmo tempo, ao vivo as coisas embaralham um pouco mais. As canções ganham versões mais longas, etéreas, mais propensas a devaneios. Se nos albuns os dois guitarristas partilham bases e solos, ao vivo é como se tudo fosse base e tudo fosse solo. Ao fundo, o baixo de Fred Smith e a bateria de Billy Ficca seguram a onda, constantemente trazendo Verlaine e Lloyd de volta para a realidade do ritmo. As versões ao vivo são apoteóticas, os finais quebrados ao melhor estilo rock dos anos 70, com direito a cordas partidas e longos intervalos para reafinar as guitarras. O repertório do show de sábado foi intenso, e incluiu, além dos clássicos dos três albuns, uma versão esquizofrênica de Venus in furs, do Velvet Underground. Se um concerto desses não é histórico, não sei o que é história. E se você quer mais, compre um disco.
Escrito por ronamira às 19h29
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All those beautiful girlz
All those beautiful girlz... foi uma apresentação no mínimo inesquecível essa do Cocorosie quarta-feira em São Paulo. As irmãs Bianca e Sierra Casady surpreenderam este atonal com seu folk freak - eu só conhecia um disco delas, o "Noah's Ark", excelente. Ao vivo, as canções ganharam uma aura dançante, em parte pela presença do beatboxer e fenômeno Tez. O clima do espetáculo - foi isso mesmo, mais do que um show, um espetáculo, ainda que tudo não passe de uma questão de semântica - permeava o onírico (a harpa, a máscara utilizada por uma delas), o lúdico (os vocais quase infantis, peraltices no palco) e um erotismo que esbarrava na ingenuidade. "Beautiful Boyz", que conta no disco "Noah's Ark com a participação de Antony (do grupo Antony & the Johnsons), ganhou backing vocal do músico Spleen - que abriu a noite com sua mistura de Sly & Family Stone, Jimi Hendrix, Lenny Kravitz e Prince; às vezes funcionava, às vezes não - e foi de arrepiar, ainda que carecesse da andrógina presença de Antony. Uma apresentação para ficar na memória essa, já falei? E no final ainda autografaram os discos, como dá para ver no post aí de baixo.
Escrito por mntt às 17h25
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aluga-se este espaço

A foto acima, do cd autografado da Marie, aguarda o famoso post do Alex sobre o famoso show da [do?] Cocorosie, já semi registrado aqui. Blablabla.
Escrito por ronamira às 15h04
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die hard

Alex se antecipou e já postou sobre o assunto enquanto eu escrevia, mas vou registrar também pra você ver que a gente é 100% da mesma opinião:
Eu acho que os caras da Folha Ilustrada acordam [tipo meio dia] e logo pensam, "com que eu vou atazanar os atonais hoje?" É impressionante a quantidade de absurdos totalitaristas que esses caras escrevem, a falta de noção quanto a sua importância no mundo. Eu até tento não tocar mais nesse assunto de velho e novo, mas os caras insistem. Hoje um tal de Thiago Ney veio com um papinho dos mais nojentos, primeiro falando das raves, que estão sendo "redescobertas" na Inglaterra, enquanto no Brasil [Brasil-il-il-il!!!! - dá-lhe Galvão!] já estamos [???] nessa faz tempo. Sei lá, eu acho que se você tem uma coluna semanal num jornal, dava pra ser mais consistente, mais relevante. Mas o pior ainda estava por vir. O título da coluna é "Quem precisa de Bob Dylan?, e esta versa sobre as críticas favoráveis que o músico recebeu por "Modern Times", seu último disco. O colunista diz que o mundo não precisa de mais um disco de Bob, apesar de não se importar se vier outro New Order. Mas o colunista diz que o que pega mesmo é Automatic e Be Your Own Pet, segundo ele, bandas jovens que fazem som para jovens. Nada contra isso, apenas a aura blasé em que as coisas são colocadas é que incomodam. Thiago Ney termina sua coluna contando dos adolescentes enlouquecidos com essas duas bandas que pegam, no festival de Leeds, "Tudo bem novo, tudo bem 2006". ••• Automatic é da estirpe de Kaiser Chiefs ou Franz Ferdinand, banda que teve seu momento de glória na Ilustrada mas que provavelmente "envelheceu". Ou seja, quanto tempo Automatic vai ficar no trono ilustrado? E se você procura Automatic no Allmusic nem texto sobre a banda tem.... Be Your Own Pet é da estirpe de Yeah Yeah Yeahs!, só que piorado.
••• "Tudo bem novo, tudo bem 2006". Que merda.
Escrito por ronamira às 11h14
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Ato Folha
"Quem precisa de Bob Dylan?", pergunta a Folha de S. Paulo hoje, para depois elencar umas bandinhas novas e afirmar que essas sim são relevantes para a música atualmente e blablablá. É por causa desse tipo de pensamento que a cultura jovem tá do jeito que tá. Francamente.
Escrito por mntt às 11h00
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Buzzcocks!
Sabe quando você acorda com uma música na cabeça? Pois, hoje não consigo parar de cantarolar "Ever Fallen in Love", do genial Buzzcocks...
Escrito por mntt às 10h57
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