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acredite se quiser...
 ... mas a foto acima é do show do Cocorosie ontem em São Paulo. Acho que mais tarde o Alex fala sobre o assunto, porque eu não fui e só posso comentar a foto, enviada pelo chefe por celular. Então, comentário: André, você é um grande artista e um péssimo fotógrafo; na dúvida, continue chefe.
Escrito por ronamira às 10h18
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Stones e Atonal, tudo a ver
Deu no Terra:
Organizador de show contrata médico geriatra para os Stones
O organizador do show dos Rolling Stones que será realizado na próxima sexta-feira na cidade norueguesa de Bergen contratou um médico geriatra para cuidar da banda, informou hoje a imprensa da Noruega.
Bergen Live, organizador do evento, contratou os serviços de Paal Naalsund, chefe do departamento de geriatria de um hospital da cidade.
Naalsund confirmou à imprensa norueguesa que estará à disposição dos membros dos Stones, cujos integrantes possuem, quase todos, mais de 60 anos.
O médico, especialista em geriatria e medicina interna, também pode atender os músicos caso eles tenham problemas que não sejam relativos às suas idades, informou a rádio norueguesa Nrk.
"Os Stones e o público podem ficar tranqüilos. Também tenho estudos na medicina geral", assegurou Naalsund
Escrito por mntt às 18h42
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O melhor do mau humor
Tou de mau humor, então vamos lá. Dez coisas para as quais eu não tenho a menor paciência:
1) Funk carioca
2) Harry Potter, O Senhor dos Anéis, O Código Da Vinci (tanto faz se forem os livros ou os filmes)
3) Kaiser, Bavária, Nova Schin e outras tralhas que chamam de cerveja
4) Metal melódico
5) Jornalista cultural que só paga pau pra Inglaterra e pros EUA, do tipo "Policarpo Quaresma ao contrário"
6) Alguém perguntar numa festa: "vai rolar uma tecnêra?"
7) Novela
8) Essa babação pra CSS e Bonde do Rolê
9) Idolatria ao que é "trash"
10) Videogame
Escrito por mntt às 18h08
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bandida
Nossos pais transam e a gente nasce. Depois a gente cresce, trabalha, casa, se reproduz, planta uma árvore e escreve um blog. Nos blogs a gente escreve sobre a geladeira que quebrou, sobre o filme que a gente viu, sobre a cor do cocô do cachorro. À medida que o tempo passa a vida vai te enganando, cheia de truques, e a gente coloca nos blogs. Por exemplo, a gente admira e já falou aqui algumas vezes do Bob Dylan, um cara inteligente e tal. E a gente já falou meio mal do Jack White aqui, um cara presunçoso e tal. Agora Jack e seu Raconteurs vão abrir concertos para o velho Bob. Se isso não é uma sacanagem da vida, o que é?
Escrito por ronamira às 11h59
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dois plays
 Hoje joguei no iTunes dois cedezinhos. Um é "Last Splash", do The Breeders [1993], lançado aqui pela Roadrunner. É a banda da Kim Deal, que surgiu quando o Pixies começou a ficar mal das pernas. Kim juntou-se a Tanya Donelly, do Throwing Muses, ambas visando deixar de ser as número dois em suas "antigas" e credenciadas bandas. Mas todo grupo tem um só lider, e logo depois do disco de estréia, o ótimo "Pod" [1990, também lançado aqui pela Roadrunner], Tanya saiu para formar o Belly. "Last Splash" não é tão bom quanto o primeiro disco, aliás, a crítica meteu o pau, mas tem algumas pérolas, além de um grande hit, "Cannonball", remixado pelo Prodigy e tals. O resto do trabalho do grupo eu não acompanhei, mas "Last Splash" mostra bem o espírito dos anos 80-90, pop bem feito, variado sem perder a coerência. Agora, se você só tem grana pra um cd, compre "Pod".
 O outro cd, esse importado, é "Kettle Whistle" [1997], de uma das bandas mais carismáticas dos anos 80, o Jane's Addiction. Misturando rock pesado com punk, funk e jazz, a banda do vocalista Perry Farrell [que é o "inventor" do festival Lollapalooza] e do guitarrista Dave Navarro [aqui no Brasil mais conhecido por sua participação no Red Hot Chili Peppers], além de uma legião de seguidores, tinha as gravadoras aos seus pés. E quando assinaram com a Warner mostraram o quanto seriam "independentes". A capa [todas são assinadas por Farrell] com esculturas nuas do primeiro disco, "Nothing's Shocking" [1988], causou uma certa resistência, mas logo a banda entrou na parada musical e ali ficou. Em 1990 o Jane's lançou "Ritual de lo Habitual", para atingir novamente o top 20 e depois acabar. Pela primeira vez. Depois de projetos paralelos - Farrell fundou o Porno for Pyros e Navarro juntou-se ao RHCP - a banda resolveu se reunir, e lançou este "Kettle Whistle" [1997], uma coletânea com shows, demos e 4 inéditas. Apesar do fiasco nas paradas, os shows foram um sucesso, e é um cd muito bacana; como diz o mago Henry Rollins no encarte, as músicas do Jane's no estúdio já são demais, mas ao vivo é que o bicho pega. A banda se separou mais uma vez e se reuniu de novo, em 2002, para lançar material inédito. Até quando, ninguém sabe, mas os registros de "Kettle Whistle" estão aí, pra ficar na memória, nem que seja do iTunes.
Escrito por ronamira às 11h45
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Rapid Eye Movement
 Dia desses revi em DVD o "Tour Film" (1990), do R.E.M. Registro da turnê de lançamento do álbum "Green", de 1989, captura a banda em seu auge, pouco antes de virar um supergrupo por conta do estouro com o disco "Out of Time" e perder parte de sua relevância - ao menos para mim. Aqui, em shows gravados em vários palcos, o grupo mostra seu poder de fogo, que mescla crítica politizada, lirismo, fúria punk, art-rock, o uso alternado de diferentes câmeras (Super8, 16 mm e por aí vai), uma edição não-convencional (em certo momento, o som fica fora de sincronia com a imagem) e uma fina ironia - na época, a banda costumava abrir as apresentações com um texto no telão, em que se lia coisas como "Olá (coloque aqui o nome de sua cidade)". Um sarcasmo sem dó com os clichês do rock'n'roll. O set list beira a perfeição, com clássicos como "The One I Love", "It's The End of The World" e "Finest Worksong" além de pérolas dos primeiros anos de carreira ("These Days", perfeita; "Fall on Me", belíssima; "Begin the Begin", de arrepiar; entre outras). E é sempre bom ver o baterista Bill Berry - que poucos anos depois largou a banda para cuidar de problemas de saúde - em ação. Havia me esquecido como o R.E.M. era bom. Ah, e vale ver os créditos, em que a banda manda uma impagável versão de "After Hours", do Velvet Underground.
Escrito por mntt às 18h06
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Desalento
 Eu já vi coisas idiotas em jornais e revistas, mas aquela matéria da Folha de S. Paulo domingo, em que levaram um display em tamanho natural do Chico Buarque para "interagir" com várias pessoas caminha a passos largos para ser campeã de estupidez. E a estupidez dentro da estupidez foi o adolescente afirmando que preferia bater um papo com o Chorão a conversar com o Chico. Francamente.
Escrito por mntt às 17h41
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caras 2
Atrasado, mais uma vez coloco aqui um resumo das notícias que fizeram a alegria dos jornalistas dos principais portais do Brasil varonil. Como da outra vez, está aqui apenas o conteúdo de valor antropológico, que mostra o quão fúteis são artistas, ou o quão vulgares os jornalistas, e, com certeza, o quão ridículos são os seres humanos em geral.
 yummi?29.08.2006 10h26 - Site leiloa pedaço de sanduíche mordido por Britney Spears
 boys don't cry?28.08.2006 16h58 - Beyoncé é criticada por aparecer com crocodilo usando focinheira 16h11 - Keith Richards se livra de multa por fumar em show escocês 14h24 - Ivete diz que ficou "supergostosa" em seu novo show 09h06 - Eddie Vedder chora durante apresentação na Inglaterra 08h47 - "Nem pagando as rádios tocam a gente", diz guitarrista do Sepultura
 roger wagner?27.08.2006 20h20 - Leonardo diz que ainda vive "à sombra da dupla Leandro e Leonardo" 16h21 - Ópera de Roger Waters estréia na Polônia
 ?26.08.2006 16h02 - Mulheres seminuas agitam parada de Djs em Budapeste 14h39 - Baixista do Kiss envia vídeo a soldado ferido de Israel
 troco pra 100?25.08.2006 19h50 - Elton John quer gravar disco de hip hop 19h03 - Muçulmanos querem proibir homenagem a Freddie Mercury 15h28 - Banco da Jamaica lança moeda com perfil de Bob Marley 13h20 - Cantor deixa escapar em entrevista que J.Lo está grávida 11h37 - Kremlin diz que Putin não tem "planos" de se reunir com Madonna 11h19 - Skank lança seu 7º disco sem vergonha de ser pop 11h05 - McCartney prefere pagar para não ir a festa com ex-mulher 09h42 - Erramos: Show do New Order é o mais imperdível, diz editor do Folhateen 09h17 - Madonna leva "cidade inteira" a show na Dinamarca 02h12 - Flagrada com maconha, Tati diz que foi vítima
 meda?24.08.2006 18h31 - Metrô de Tóquio volta atrás e permite cartaz com Britney seminua 16h28 - SBT grava "Ídolos 2" em outubro e infla etapa "trash" 16h28 - Músicos fazem apelo por instrumento roubado em show 14h42 - RBD nega boatos de "mensagens satânicas" em músicas 13h48 - Ivete convida Bono para fazer dueto em show e DVD 11h19 - De minishort, Mariah Carey faz show em NY 11h18 - Com respaldo legal, MTV exibe "beijaço" gay em horário livre 09h22 - Clipe "sexual" de Paris Hilton é proibido na Índia
 bobo da corte?23.08.2006 21h21 - Beyoncé perde nove quilos com dieta de água, limão e pimenta 19h58 - Cantor gay do N'Sync faz 1ª aparição pública com namorado 14h29 - Ozzy Osbourne é eleito o famoso mais "bobo" da Inglaterra 10h29 - Paris Hilton se veste de japonesa em Tóquio 09h48 - Cartaz de Britney é "estimulante" demais para metrô de Tóquio
 mais do mesmo?22.08.2006 15h30 - Músicos e instrumentos voam separados desde ameaça de ataques 12h01 - "Beyoncé brasileira" traz sensualidade ao hip hop nacional 11h42 - Preta Gil estréia hoje musical em que vive travesti fã de Rita Lee 09h53 - Paris Hilton chora ao escutar o próprio CD 08h27 - Banda surpreende com rock pesado tocado na viola 08h26 - Vocalista do Keane é internado em clínica de desintoxicação; banda adia shows
 mais do mesmo?21.08.2006 20h27 - Vocalista do Deep Purple vira escritor com romance sociopolítico 20h08 - Gloria Trevi lança disco e mostra sensualidade em show 17h32 - Bin Laden foi apaixonado por Whitney Houston, afirma escritora sudanesa 14h19 - Beyoncé exibe as curvas em show nos EUA 10h43 - Com chicote, Madonna "castiga" bailarino em show na Alemanha 10h35 - Robbie Williams diz que não quer se casar porque seria infiel 10h20 - Músico do Franz Ferdinand diz que fãs brasileiros são os melhores 10h11 - Mais gorda, Britney Spears faz caretas na televisão 09h24 - Fábio Junior paquera Ivete Sangalo em Barretos 07h55 - Capa da "Playboy" é campeã de rodeio em Barretos 07h18 - Compositor grava homenagem a Gisele Bündchen
 a cã dela?20.08.2006 18h34 - Marrone "manda" beijar na boca após briga em Barretos 13h52 - Mari Alexandre mostra nova forma física em Barretos 11h44 - Paris Hilton exibe as curvas e usa decote provocante em festa
Escrito por ronamira às 12h33
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caras
Ontem me disseram em tom de segredo; a capa da primeira edição brasileira da revista Rolling Stone será Cansei de ser Sexy, ou Los Hermanos. Será que a turminha da Ilustrada sabe disso? Há quatro meses?
Escrito por ronamira às 10h34
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Previously on 24...
Ontem teve a premiação do Emmy e a série "24 Horas" se deu bem. Levou como "Melhor Série Dramática" e como "Melhor Ator de Série Dramática" (Kiefer Sutherland, que vive o fodão Jack Bauer). Tem gente que torce o nariz pro seriado, mas eu gosto. Afinal, qualquer coisa que coloque como vilão supremo numa das temporadas o presidente dos Estados Unidos, envolvido numa conspiração para armar um ataque terrorista e justificar uma guerra com interesses petrolíferos - e não é o Bush Jr... - só pode ser bacana. Rola na Internet um "Jack Bauer Facts", com algumas observações hilárias sobre nosso herói. Algumas delas: Se todo mundo seguisse as ordens do Jack Bauer, a série iria se chamar "12 Horas"; Quando o Hulk fica nervoso, ele se transforma no Jack Bauer; Quando o Google não consegue encontrar algo, ele pede ajuda ao Jack Bauer. E por aí vai. Se quiser ler mais, é só ir no http://www.notrly.com/jackbauer/index.php?topthirty.
Escrito por mntt às 17h20
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foto dívida

Fiquei devendo aqui fotos do show de Lhasa de Sela no Palácio de Cristal, no Porto, em junho de 2004. Aí vai.




Escrito por ronamira às 14h29
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quem pode, pode
É claro que nóis se acha velho e conhecedor de tudo mas..... tem gente mais velha e mais conhecedora de tudo que nóis. Recentemente participei de uma troca de e-mails entre gente culta que me apresentou coisas inimagináveis. Bah, sou um merda mesmo. Veja.
São Salvador, Henri, bien sur É de 1966!! Alguém poderia me explicar direito Henri Salvador? Foi ele quem inventou a palavra multimídia? Ele tem coisas coolérrimas -jazz, bossa-nova- e também essas coisas proto Patrício Bisso (duas décadas antes). Já ouvi dizer até que foi ele quem inventou a bossa-nova. Clique aqui para ver: Henri Salvador - Juanita Banana Antonio
RE: São Salvador, Henri, bien sur Uma vez, Damiano Cozzela tentou 'explicar' Jorge Ben dizendo 'Jorge Ben tem uma das verdades nas mãos'. Isso deve se aplicar a Henri Salvador, também. Henri é um original. Na mesma página do youtube onde está Henri, achei esta pérola imperfeita: Clique aqui para ver: Zanini - Tu veux ou tu veux pas é a 'Nem Vem Que Não Tem', de Carlos Imperial, hit do Simonal, em francês, com Zanini. Brigitte também gravou, mas a versão de Zanini saiu primeiro. Ah,... não me perguntem. Não sei quem é Zanini — o nome parece ser de ponta-esquerda da esquadra azzurra. Renê
Escrito por ronamira às 13h37
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back to grunge
 ronas: o que vc acha de Soundgarden? e Alice in Chains?
alex: olha, ouvi bastante em 91, acho legal, mas não escuto faz anos
ronas: pq assim, tô fazendo um post dizendo que o Screaming Trees é o grunge mais interessante de todos..... é heresia?
alex: nem a pau, é isso e não se discute, eles e o Mudhoney
ronas: pois..... mas o Screaming Trees "foge" do grunge básico...... nao é gritado, há mais melodia e harmonia nas músicas......
alex: isso é uma verdade
ronas: na verdade só sao grunge pq são de Seattle
alex: na verdade, acho estranho esse negócio e grunge
ronas: pq?
alex: pq Alice in Chains não parece com Pearl Jam, q não parce com Nirvana q não parece com Screaming Trees q não parece com Muhoney
ronas: fato
alex: e todo mundo é grunge pq é de Seattle
ronas: pois
alex: mas por exemplo: o Stone Temple Pilots, q é de sei lá onde, é o mais grunge de todos
ronas: curioso que o documentário dos grunges chama "Hype", e não grunge..... explica alguma coisa...
alex: fato
Escrito por ronamira às 19h49
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fazendo as contas
 Bob Dylan afirmou recentemente que toda música moderna é lixo. Disse também que CDs não prestam, e que é ok fazer download de música ilegalmente, "afinal, toda música é uma atrocidade".
"Por que não? Não vale nada. Você ouve os discos modernos e tem som por todo lado. Não tem definição, não tem vocal, nada, como se fosse..... estática. Essas músicas provavelmente soaram melhor no estúdio quando foram gravadas. Eu não conheço ninguém que fez um disco que soe decentemente nos últimos vinte anos."
fonte: PlayLouder foto: NME
Escrito por ronamira às 18h45
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diário de bombordo 1.0
Inicío aqui mais uma dessas séries que nunca terminam. Dessa vez, anotações antigas, da fase em Portugal, perdidas e reencontradas. E que encaixam nesse blog.
11.07.2004 coisas que fazemos por uma mulher Fui assistir o concerto de Lhasa de Sela, no Palácio de Cristal, no Porto. O show foi ok, melhor do que o cd que ouvi antes, pra ir me acostumando. A moça tem presença no palco, é simpática, e tem uma voz poderosa. A banda é boa e segura. World music. Lhasa contou histórias bonitas entre as canções. O povo vibrou e se comoveu. Particularmente, aí a coisa pega. Lhasa faz e tem potencial para "produzir" músicas que comovem. Seja nas suaves voz e piano, seja nos ritmos mais ciganos; tudo vem bem certinho, embalado numa áurea jazz chic que me incomoda. Talvez eu sinta música de uma outra forma, repare em detalhes que para os "emotivos" não faça muita diferença. Talvez estes reparem em coisas que eu não percebo. A música de Lhasa de Sela é para mulheres sonhadoras [pleonasmo?], bichas glamourosas [pleonasmo?], nórdicos, e velhos de rabo-de-cavalo que curtem Sting pós Police. Soa a Radio Tarifa sem Marrocos, Taraf de Haidouks sem Romênia ou Klezmatics sem judeus punks. Pior, é tipo Tom Waits sem alcóol. Sou um cara simples; mais cru, mais podre. Meu gosto musical é parecido.
PS1: Não bati palmas, nem nas 4 músicas que gostei, porque fiquei tirando fotos. Depois publico. PS2: Uma coisa bacana da world music é que sempre aparecem uns instrumentos que nunca sonhamos existir. Hoje conheci algo parecido com um milho verde gigante que um dos músicos ficava raspando um pauzinho, fazendo taratáta.
PS 2006: Assim que tiver tempo, acho as fotos e publico.
Escrito por ronamira às 17h52
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tentativa e erro Tentei escrever essa noite, mas o blog trapaceou e engoliu meu texto. Amanhã eu volto.
Escrito por ronamira às 00h39
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... e que não significa nada
Finalmente tomei coragem e resolvi enfrentar o livro "O Som e a Fúria", do William Faulkner, como dei a entender alguns posts abaixo. Tomei coragem pois a obra-prima do escritor estadunidense é tida como difícil e hermética. A novela narra a saga de uma família do Sul dos Estados Unidos durante o final dos anos 20 do século passado. É contada sob quatro pontos de vista diferentes, sendo que um deles, o primeiro, narrado por um retardado mental, Benjy Compson. Estou bem no comecinho e estou achando o livro da pesada. Faulkner desrespeita normas de tempo e espaço, joga informações desencontradas e usa detalhes absolutamente geniais, como descartar pontos de exclamação e interrogação. Quando acabar, falo direitinho sobre ele. Mas já vi que vai se tornar um dos meus prediletos.
Escrito por mntt às 18h03
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Dois filmes
Ontem vi, em DVD:
Totalmente Kubrick (Colour me Kubrick) - História do picareta fracassado Alan Conway (John Malkovich, sensacional), que entre 1998 e 1999 se passou pelo cineasta Stanley Kubrick e, pasme, enganou muita gente! O pior é que ele nem se parecia com o diretor e não entendia nada de cinema. O pior ainda é que a história é real. Vale prestar atenção nas brincadeiras com os filmes do Kubrick. Cool.
Paradise Now - Filme palestino sobre dois amigos recrutados para ser homens-bomba num atentado em Tel-Aviv. Sem tomar partido, é fundamental para entender como a doutrinação e o fanatismo religioso funcionam. Recomendo assistir no mesmo dia que "Munique", do Steven Spielberg, para conhecer as "duas visões", que, sabiamente acabam sendo a mesma: a humanidade é estúpida.
Escrito por mntt às 17h39
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erramos? 2 [a.k.a. vá plantar batatas!]
 Como prometi, passei na galeria Fortes Vilaça para ver a exposição dos Gêmeos [post de 19.08.2006], e assim poder discutir a matéria da Folha com algum embasamento. Vou colocar o texto do crítico Fabio Cypriano, e fazer comentários [em itálico] pelo caminho.
 Apelo comercial dos Gêmeos frustra São Paulo é um dos grandes pólos de grafite no mundo, rivalizando com Nova York, Barcelona e outros centros, o que tem gerado um crescente interesse do campo artístico e de grandes empresas, que perceberam a força desses artistas. Nesse cenário, o traço delicado e lírico da dupla Os Gêmeos é uma das marcas da cidade.
Eu não conhecia o trabalho dos caras, e se isso não me dá crédito pra falar do assunto aqui, então nem leia até o fim.
 Em meio ao caos da poluição sonora e visual da metrópole, as cenas criadas pelos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo são compostas por imagens oníricas que se alimentam da combustão criada pela polarização com seu contexto. Ao transpor suas criações para o espaço neutro do cubo branco de uma galeria, o que ocorre com a mostra "O Peixe que Comia Estrelas Cadentes", na Fortes Vilaça, é nítido o esforço da dupla para manter a energia de suas obras nas ruas. No piso inferior da galeria, Os Gêmeos transformam um de seus típicos bonecos amarelados em obra tridimensional, fazendo com que o personagem bidimensional das ruas passe a ocupar um espaço real, passível de ser penetrado. A operação, correta ao evitar uma simples transposição da obra na rua, revela-se, porém, frustrada. Há uma infantilização nesse processo, o que certamente seduz o público, possivelmente uma das razões que transformam a exposição num fenômeno de visitação. Tal trabalho, entretanto, pelo simplismo publicitário do apelo fácil, em vez de colaborar para o alargamento do público de arte contemporânea, de certo irá aumentar ainda mais o distanciamento com a produção atual.
Peraí; colaborar para o alargamento do público de arte contemporânea?? Isso tá me cheirando à velha história de que a "arte" não serve para o povo. O que, no caso, fica ainda mais absurdo em se tratando de grafitti, que já é um movimento público. Será que ele quis dizer que o "público de arte contemporânea" não merece uma obra pública? Será que esse "público" não vê o que está nas ruas? Peraí; qual é o problema em seduzir o "público comum" em direção à galeria de arte?
No caso de uma galeria como a Fortes Vilaça, isso representa uma cilada. Se a mostra fosse realizada na galeria de Romero Brito, o debate seria outro, já que este também usa recursos publicitários para o sucesso comercial. Entretanto, soa incompatível apresentar, num mesmo espaço, artistas da sofisticação de Rivane Neuenschwander, Iran do Espírito Santo ou Leda Catunda, só para citar três nomes da galeria, todos com uma obra contrária ao apelo espetacularizado que os Gêmeos produziram agora.
Aqui uma cutucada numa outra galeria. Qual motivos levam um crítico de arte a fazer isso? Xi.... E fora mais uma postura elitista, ao separar os chamados "artistas" dos grafiteiros que produzem "arte". Se um desses "artistas" produzisse uma imagem pras Havaianas, seriam excluidos das galerias? O sindicato dos críticos de arte entraria em crise?
 A transposição da produção de rua para as galerias não é novidade e já foi mais que bem realizado por precursores como Keith Haring (1958-1990) e Jean-Michel Basquiat (1960-1988) e pelos contemporâneos Barry McGee e Banksy.
E daí? Tudo não se recicla? E mais, uma vez vi uma exposição de Keith Haring que era completamente tradicional, e nem por isso deixou de ser Haring, nem deixou de ser legal.
Continua abaixo....
Escrito por ronamira às 15h31
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continuação
 A Choque Cultural tem buscado viabilizar essa ponte entre a produção na rua, necessariamente transgressora, e sua versão em galeria comercial, sem, no entanto, tornar a produção dos artistas comprometida a ponto de descaracterizá-la. No caso dos Gêmeos, que já alcançaram sucesso no mercado americano, onde o exótico costuma ter espaço garantido, o resultado de sua primeira individual no Brasil é uma produção que está longe de entender a arte como uma instância de conhecimento e exercício de linguagem. O puro entretenimento, por mais bem realizado que ele possa ser, merece locais mais adequados do que uma galeria de arte contemporânea. O que se vê na Fortes Vilaça estaria mais ajustado a um desfile de escola de samba.*
E olha aí o preconceito de novo.... É um assunto complexo, mas vamos lá. Primeiro isso de "entender a arte como uma instância de conhecimento e exercício de linguagem". O crítico se coloca num altar, numa redoma de vidro, isolando o elemento "arte" da sensação, e deixa claro que a "arte" que ele vê é aquela que tem que ser explicada em teorias, racional. O mesmo tipo de bullshit que escrevo aqui pra defender a presença dos grafittis dos Gêmeos na galeria. Tudo pode ser conhecimento e exercício de linguagem, desde que se apresente como um instrumento para discussão. O "leigo" que entra na galeria e vê as imagens que vemos aqui pode evoluir na sua "leiguice" se depois, durante o almoço, conversar sobre o que viu. Pra se ter uma idéia, minha enteada, a Bia, de 4 anos, saiu da exposição querendo "escrever uma matéria", o que basicamente significou contar pros amiguinhos da escola o que havia na expo. O crítico fala da infantilização no processo de transpor a obra da rua para a galeria. E, de novo, qual é o problema? Ainda acho melhor que nossas crianças tenham acesso ao híbrido arte/entretenimento do que verdadeiro lixo publicitário que se apresenta no dia-a-dia. E não sejamos naives, estamos todos expostos a isso. Pode-se dizer que eu não entendo de arte. pode-se até se dizer que de alguma forma, trato aqui a música pop do mesmo jeito, num pedestal, metendo o pau no novo. Mais ou menos. Há algumas diferenças. Por exemplo, o crítico da Folha acabou por deixar claro que o que o incomodava na exposição era o fato dela estar na galeria, e não as obras em si. Isso já é impossível em relação à música. É como se eu dissesse que discos x ou y só poderiam existir em cds, e não tocar na rádio. Posso não ouvir, não gostar, e posso tirar um sarro da "postura" e do novo som, mas não vou defender que essa música não exista. Não vou deixar, entretanto, de defender que as referências mais antigas tenham o mesmo espaço, nas rádios, e nas prateleiras das lojas. Outra coisa. O crítico defende que uma galeria de arte contemporânea não é lugar para entretenimento. Ora, francamente, isso é hipocrisia das brabas. Ou ele vai dizer que os "parangolés" de Helio Oiticica eram arte pura. Se assim é, ninguém entendeu. E os eventos performáticos da Galeria Vermelho, o que são? Alguém precisa explicar o que tá acontecendo no mundo pro cara na redoma de vidro. Alguém que já tenha tomado vinho branco [quente e em copo de plástico] numa vernissage. Aquilo sim é entretenimento. Pra finalizar por hoje, porque esse assunto não acaba aqui [nem consigo refletir direito], é importante frisar mais uma vez, a postura da Folha, principalmente dos jovens jornalistas da Ilustrada, que é de se "predispor" a determinar as modas e tendências, sempre baseados no que está hype lá fora. Quanto mais novo, melhor. Um saco. Parece que o senso crítico não existe, não importa a qualidade do que se faz, mas a "atitude", o lugar onde se apresenta, a imagem. E tomara que os Gêmeos estejam, também, num desfile de escola de samba no próximo carnaval. É garantia de melhoria na qualidade visual das passarelas.
* © 1996-2006 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.
PS: tem dias que eu sinceramente queria um tradutor pras minhas idéias.
Escrito por ronamira às 15h29
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Pensamento do dia
(A vida) "é uma história cheia de som e fúria, contada por um idiota e que não significa nada". Shakespeare.
Escrito por mntt às 15h03
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grunge?
 Quem nos conhece ou vem aqui com frequência sabe que temos algumas obsessões. Uma delas, básica, é cismar com uma banda, uma música ou um disco, e daí ouvir sem parar. Semana passada o mntt emprestou "Dust", do Screeming Trees. Viciou. Indo na contra-mão das bandas grunges da época, o Screeming Trees tem um pé no psicodélico dos anos 60, e, graças à voz aveludada de Mark Lanegan [ver post de 31.03.2006], os caras fazem uma combinação mais light, mais harmônica, mais melódica, e, a meu ver, muito mais interessante do que o resto da gang de Seattle. Infelizmente, fazendo uma analogia podre, o Screeming Trees foi que nem o Corinthians, um puta time onde os integrantes só brigavam e acabaram antes de fazer um mega sucesso.
Screeming Trees no Allmusic
Escrito por ronamira às 18h59
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DVDlândia revisited
 Nicotina – Ronaldo já falou sobre ele aqui no Atonal. Filme bem bacaninha.
Anos de Rebeldia (Out of the Blue) – Clássico de 1980 dirigido pelo Dennis Hopper. Baixo astral até não poder mais, narra a saga da adolescente CeBe (Linda Manz), filha de uma mãe drogada (Sharon Farrell) e de um pai alcoólatra e pedófilo (Dennis Hopper). A garota é alucinada por Elvis Presley e pelos Sex Pistols e a trilha é assinada por ninguém menos do que o Neil Young. Filmaço deprê e "no future".
Terra em Transe – Tem gente que odeia o Gláuber Rocha. Bobagem. Por incrível que possa ser, eu não tinha visto este filme. Obra-prima alegórica sobre o Brasil, não poupa nada nem ninguém (militares, políticos, esquerda, intelectuais, meios de comunicação, o povo e até o próprio cineasta). Entre as seqüências antológicas, um longo diálogo entre três personagens em que eles não mexem as bocas e a voz é ouvida apenas em off. Outro momento da pesada é a cena da "orgia", ao som do quarteto de samba-jazz do grande baterista Edison Machado. E antes que a queridona Dri Lutfi, leitora deste Atonal, me xingue, vale destacar a trilha sonora, à cargo do pai dela, Sérgio Ricardo, o Kurt Cobain dos festivais de MPB (rs).
Mar Adentro – Belíssimo filme sobre um tetraplégico (Javier Barden, impecável) que luta na justiça para cometer eutanásia. Tema pesado levado com certeira leveza pelo diretor Alejandro Amenábar ("Os Outros").
O Selvagem da Motocicleta (Rumble Fish) – Aproveitei pra rever esta pequena gema do diretor Francis Ford Coppola. Engraçado ver Mickey Rourke, Nicolas Cage e Matt Dilon com cara de moleques. A trilha, bacanuda, é do ex-baterista do Police, Stewart Copeland. Ah, e tem a beldade Diane Lane.
Escrito por mntt às 17h29
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alma do negócio
Corra à Livraria Cultura mais próxima. Tem uma prateleira com dvds a R$ 13,18. Não fucei, não tive tempo, mas fui especialmente por causa do documentário Buena Vista Social Club, do Wim Wenders, sobre a música e os músicos cubanos que se uniram a Ry Cooder no maravilhoso disco homônimo. Depois falo mais.
Escrito por ronamira às 15h50
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erramos?
Hoje saiu uma crítica braba na Folha de S. Paulo sobre a exposição dos Gêmeos que citei aqui no sábado. Como não dou bola pra jornalista, e muito menos pra jornalista crítico de arte, deveria ignorar a matéria. Mas como indiquei a exposição sem ter visto, acho bom ir ver [amanhã], e aí rebater a crítica da Folha.
By the way, a matéria de hoje diz que a data para o final da expo é 16.09, e não a data que eu escrevi. Em todo caso, dá pra confirmar no telefone 3032.7066.
Escrito por ronamira às 15h34
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ressurreição
 Confesso que nunca fui exatamente um fã de The Doors. Tenho um cd mas é isso, meio item de colecionador e pronto. Sei da importância histórica mas o som não me pegava totalmente. Não pegava porque acho que faltava um elemento que no meu caso foi fundamental para a mudança. Comprei sábado o dvd The Doors, "Edição Comemorativa de 30 Anos". Uau! Tá tudo explicado. No dvd tem o vídeo gravado ao vivo em 1968 no Hollywood Bowl. Tem também 14 clipes ["Dance on Fire"], no estilo próprio da época, ou seja, mistura de imagens da banda em shows, na rua, ou só um visual qualquer, que fosse embalado pela levada da música. E pra completar a última apresentação do The Doors na televisão ["The Soft Parade"], em 1969, meio que um documentário [com entrevistas, viagens, fãs, prisões, bla bla bla], dirigido pelo tecladista Ray Manzarek. Mas o que explica toda a aura por trás da banda é, obviamente, Jim Morrison, o Che Guevara das camisetas de rock. Jim Morrison é uma figura mística em todos os momentos, e a conversa dele com um padre é a prova disso. O religioso, num papo bacana, admite que admira Jim, e no final pede que isso não seja reportado ao bispo. Eu não. Eu assumo. The Doors é cool demais. Pode dizer pro bispo.
Escrito por ronamira às 10h22
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chamando a cavalaria
 Dias atrás falei do filme "Dead Man", de Jim Jarmush, e mencionei a trilha sonora de Neil Young. Essa parceria, Jim/Neil, porém, é anterior ao filme.
 Em um sebo do centro, por 12 reais, encontrei o documentário "Year of the Horse" [1997], sobre Neil Young e sua banda por mais de 30 anos, o Crazy Horses. Filmado basicamente em super 8, com algumas inserções em 16mm e Hi-8, o documentário registra, em mais de 140 minutos, a turnê do grupo pela Europa em 1986, e traz também cenas de arquivo, desde 1976, mostrando o espírito do grupo através dos tempos. Estão no dvd shows, cervejas [Skol!!!], histórias, bastidores, drogas, conversas com mebros do crew, comentários do público, e, claro, super entrevistas feitas pelo próprio Jim com Neil e seus parceiros Ralph Molina, Frank Sampedro e Billy Talbot. Tudo legendado.
 Talvez não haja um diretor de cinema tão on the road como Jim Jarmush, e filmar a turnê caiu como uma luva pra ele; as cenas de estradas, a montagem dos palcos, as cidades por onde eles passaram, tudo se encaixa perfeitamente com o som dos Crazy Horses. E outra coisa se faz perceber. A intimidade de Jim com a banda deixa os caras à vontade. Discussões, comentários ácidos e tirações de sarro estão registrados. Fora a música, que é puro rock'nroll, pique e suor, sangue e coração.
 Tudo isso faz de "Year of the Horse" um documento completo, sensacional; e imprescindível pra qualquer um que goste de rock, pra qualquer um que goste de história da música, pra qualquer um que goste de cinema, e, obviamente, pra qualquer um que goste de Neil Young.
Escrito por ronamira às 13h10
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esperança
 Hoje a Fernanda foi numa exposição que vêm sendo bastante comentada. Chama "osgemeos", e é, por incrível que pareça, uma exposição de grafitti dentro de uma galeria. Aliás, não só dentro, porque a fachada da galeria também foi grafitada.
 Os gêmeos são Gustavo e Otávio, grafiteiros com um estilo diferente, próximo do quadrinho europeu, obviamente adaptados para o nosso universo. Assim, faz muito sucesso no mundo todo. A exposição está na Galeria Fortes Vilaça, rua Fradique Coutinho, 1500. Até sábado, 25 de agosto.
 Nessa baladinha matinal minha mulher encontrou a revista Zupi, da qual eu nunca tinha ouvido falar. É basicamente um portifólio de artes gráficas dos mais diferentes estilos. Feita com capricho e qualidade. Ainda vou olhar com mais calma, mas a primeira impressão é ótima.
Sites relacionados: Os Gêmeos na Lost Art Revista Zupi
Escrito por ronamira às 19h26
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mais duas
 18.08 - Tom Waits prepara uma coletânea pra ser lançada lá fora em 20 de novembro. Mas não vai ser uma coletânea comum. A coletânea, chamada "Orphans: Brawlers, Bawlers and Bastards", tem 3 cds, e traz 54 canções, sendo 30 gravações novas. O cd 1, "Brawlers", tem clima blues; o 2, "Bawlers", é mais country e baladas célticas; já o 3, "Bastards", é a loucura Tom Waits de sempre, experimental.
 09.08 - O Artic Monkeys, queridinhos [da vez] da mídia, já semi espinafrados aqui em algumas situações, tomaram mais uma. Aliás, o Kaiser Chiefs [qual é mesmo a diferença?] foi junto. Mark E. Smith, gênio do genial The Fall, disse: "Enquanto esses caras não vierem com algo culturalmente relevante, como uma composição clássica, deveriam abrir uma rede de fish'n'chips em North Yorkshire".
Escrito por ronamira às 18h25
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sucesso instantâneo
 Finalmente nossos 15 segundos de fama. Saltamos de 3936 hits para 10836963 hits. Gostaria de poder agradecer os visitantes, mas tenho que agradecer o contador do UOL.
Escrito por ronamira às 16h58
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que manchete é essa? [a.k.a. sem comentários]
Os headlines da semana, até agora. Comente se quiser....
 Berlusconi pop star?18.08 10h32 - Sensual, Beyoncé lança CD com festa em Londres 09h20 - Berlusconi lançará novo disco para comemorar seu 70º aniversário
 Paris Hilton é sexy?17.08 23h05 - Banda acreana Los Porongas declara seu amor pelos Beatles 23h02 - Quem são estes bananas? Veja entrevista com a banda gaúcha Superguidis 21h23 - Christina Aguilera vai à festa com vestido justo e branco 21h12 - "Não dá para falar de maconha sempre", diz Marcelo D2 17h09 - Cantora Anastacia troca música pelo mundo da moda 16h48 - Bailarino da Banda Calypso cai de janela e está em coma 16h24 - Yellowcard pede cachorro de raça para passear no Brasil 14h51 - Danii Minogue deixa música para se tornar locutora 13h51 - 12 mil fãs cantam parabéns surpresa a Madonna 13h15 - Ator de "Rebelde" declara amor pelas brasileiras 09h28 - Com visual "sexy", Paris Hilton promove CD em NY 07h22 - Avril Lavigne mostra lado "bailarina punk" em revista 07h00 - Jennifer Lopez usa vestido justo e decotado em campanha
 the king is dead?16.08 16h07 - Cineasta oferece US$ 3 milhões para quem provar que Elvis não morreu 16h56 - Supla grava música em homenagem aos gays 16h38 - Show de Madonna será "vigiado" por autoridades alemãs 12h31 - Shakira dança e se contorce em show nos EUA 10h07 - Software organiza coleção de música por sentimentos 07h13 - Madonna completa 48 anos e retoma gosto por polêmicas 07h00 - Christina Aguilera posa para revista com superdecote 00h37 - Bush cumprimenta fãs de Elvis no aniversário da morte do ídolo
 Pavarotti é feliz?15.08 21h25 - Violão em forma de sereia vai a leilão na Internet 14h25 - Pavarotti se recupera de cirurgia e diz ser pessoa otimista
 Nicole who?14.08 21h06 - Guerra faz instrumento musical iraquiano cair no esquecimento 17h39 - Música do Radiohead vira canção infantil e eletrônica em tributos 15h48 - Madonna dorme mal em Londres por causa de pedreiros 13h22 - Líder do Charlie Brown Jr. mira o cinema e escreve roteiro 10h34 - Nicole Richie "namora" no videoclipe do pai 07h05 - Glória Trevi é processada por faltar a shows
Para vencedora da notícia mais absurda eu voto na do Yellowcard. Cartão vermelho pra eles. E você? Vota em qual?
Escrito por ronamira às 10h54
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Ode ao mau cantor
 Sempre tenho uma discussão sobre vocalistas com gente que também curte música. É que eu gosto dos caras que cantam mal... é o seguinte: não tenho a menor paciência pra Bruce Dickinson e Iron Maiden, mas adoro o Bob Dylan, por exemplo. Deve ser algum tipo de identificação, sei lá... rs. A seguir, uma listinha dos piores melhores vocalistas de quem eu gosto.
- Bob Dylan: a voz anasalada, desafinada, o jeito de cantar declamando a letra... diz aí, o cara criou um estilo, vai.
- Chico Buarque: muita gente fala que ele só devia compor e entregar suas músicas pra outras pessoas cantarem. Discordo. Aquelas desafinadas em “Até o Fim”, por exemplo, são legais demais.
 - Lou Reed: esse desencanou de cantar e declama as letras mesmo. Perfeito.
 - Nelson Cavaquinho: o cara gravou discos já na reta final da vida. A voz era um fiapo, mas nada combinava melhor com os temas tristes, rascantes, de seus sambas.
 - Wayne Coyne (Flaming Lips): nos álbuns mais recentes, ele até que deu um jeito, mas no começo da banda era uma desafinação sem dó. E maravilhosa. E quem viu os shows dos caras aqui no Brasil sabe que o cara não tá nem aí.
 - Fred Zeroquatro (mundo livre s/a): uma mistura de Jorge Ben e Tom Zé com gripe. Bom demais.
- Felipe S (Mombojó): seguidor do mano aí de cima, só que uma espécie de Marcelo Camelo (Los Hermanos) desafinado. Já vi muita gente reclamando dele. Eu acho genial.
Escrito por mntt às 17h37
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grandes momentos da música 1.0
 AC/DC em 76 Como todo bom adolescente, eu era bastante teimoso, e, como todo bom adolescente, tive minha fase metal. Black Sabbath, Led Zeppelin e uns recentes [na época], Iron Maiden, Judas Priest e o Ozzy solo. Mas o que eu gostava mesmo era de AC/DC, principalmente com Bon Scott; dos tapes australianos até o "Highway to Hell" [até hoje um discão].
 Angus e Ozzy = lml, e Bon Scott says cheese Naqueles dias só existia vinil, e era comum ir na casa de amigos gravar os discos em fitas k-7. Basf C-60, Maxwell 90; quebrar o lacre para proteger ou burlar o lacre com durex para regravar.
 edição japonesa de The Top Daí um certo dia, fuçando na prateleira de um amigo, encontrei uma capa esquisita de uma banda da qual já ouvira falar mas que nunca tinha visto nas lojas. O LP "The Top", do The Cure, que era da irmã do meu amigo. Resolvi ouvir. Acabei gravando e desisti de gravar as coisas do meu amigo. Aliás, praticamente desisti de metal. Deixei de ser o Angus Young e me tornei o Robert Smith.
 Angus em foto clássica e R. Smith no South Park
continua....
Escrito por ronamira às 11h47
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ISO não se faz
 Saiu a lista dos indicados ao VMB 2006. Marcelo D2, Charlie Brown e CPM22 lideram. Vale a pena perder tempo escrevendo sobre isso? Afinal, qual é a novidade? Dostoievski dizia que vivemos da inteligência alheia [ou algo assim], mas tem horas que acabo por duvidar disso. Os tempos mudaram, a filosofia anda em cheque, e mesmo Freud sendo uma base para a civilização cristã, como será em 50 anos? Filhos de CPM, Hateen, Pitty. Espero não estar vivo para ver.
E nada como um post após uma noite de bar.
Escrito por ronamira às 11h53
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chat room
 Já que logo logo o New Order se apresenta por aqui, e também o baixista Peter Hook vai fazer um set de dj no Motomix, vou no embalo escrever sobre um dos dvds deles, o "New Order 316". São dois shows de duas fases bem distintas, um de 81, em Nova Iorque, no Ukranian National Home; e outro no Festival de Reading, em 98. No primeiro o clima está mais próximo do Joy Division, mais denso, ainda um rock com batidas pós punk, e a banda meio que tímida, silenciosa. O intervalo entre as músicas é curto, sem interação com a platéia. No segundo o pique é outro. Milhares de pessoas dançando ao som mais eletrônico que se tornou a característica deles. A banda se soltou e arrisca umas palavras. E todos engordaram. Prefiro o de 81. Mas o mais legal de "316", além de você poder comparar duas épocas distintas, é uma gravação que eles chamaram de "In Conversation"; uma entrevista de 25 minutos gravada em algum lobby de hotel, em 2000. A entrevistadora está lá, mas em grande parte, os músicos, principalmente Bernard Sumner e Peter Hook, conversam entre si, com humor e temas interessantes. Vamos aos highlights.
 - a grande mudança que foi sair do circuito de clubes com 800 pessoas, e depois de uma turnê nos EUA voltar pra Inglaterra e começar a tocar pra 20.000 pessoas. Eles dizem que foi difícil entrar no esquema, que um festival é uma balada, e geralmente as pessoas não vão pra ver uma banda em particular.
- que promover a banda através de vídeo clipes é bem chato, que eles preferem algo mais artístico, e que só começaram a aparecer nos clipes quando houve imposição por parte de uma grande gravadora.
- dizem também que a maioria das bandas foca no rock [isso em 2000], e que eles sempre tentaram mudar a música, começando com o Joy Division, onde o baixo cumpria a função da lead guitar, até o começo do New Order, com as intervenções eletrônicas influênciadas pelo Kraftwerk. Nesse ponto eles dão uma cutucadinha no Oasis.
- sobre o clipe de "Touched by the hand of God", onde eles posam [tirando sarro, claro] como uma banda de heavy metal, eles dizem que fizeram isso porque, numa viagem a Los Angeles, viram o monte de merda que a MTV mostrava. E Peter explica que nos EUA, durante os shows, muita gente foi pedir o dinheiro de volta, porque haviam visto o clipe e achavam que eles eram uma banda de metal.
- falando da diferença entre tocar ao vivo e no estúdio, eles dizem preferir o estúdio, mas que tocar ao vivo tem uma característica muito importante: é uma forma de mostrar o trabalho sem este ser filtrado pelos jornalistas; você toca pra quem compra os discos, e é uma resposta a eles.
Apesar de lançado aqui, o dvd só tem legendas em inglês e japonês, a qualidade do som não é o forte e o visual também é bem simples. Tudo diferente do que o New Order realmente é.
Escrito por ronamira às 17h10
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Wishlist
Como sou invejoso, também vou fazer minha listinha de desejos, só que de CDs: Spaceways Incorporated - Thirteen Cosmic Standards by Sun Ra & Funkadelic; Charles Mingus - Tijuana Moods; Leonard Cohen - The Songs of Leonard Cohen/Songs of Love and Hate; Gato Barbieri - Latino America; Sun Ra - Nuclear War Vários - Nuggets (box set) Vol. 1; Joe Strummer - Rock Art and the X-Ray Style/Global a Go-Go/Streetcore; Talking Heads - 77; Slanted and Enchanted (uma versão vitaminada que o Ronamira me emprestou) - Pavement; UI - Lifelike; Red Krayola - God Bless the Red Krayola & All Who Sail With It; Vários - qualquer Back From the Grave que não seja o volume 1; The Vandermark 5 - Acoustic Machine; Spiritualized - Lazer Guided Melodies; Tenório Jr. - Embalo;
Ananda Shankar - Ananda Shankar (um disco de 1970); Dom Um Romão - Dom Um; Serge Gainsbourg - No.4.
acho que é isso por enquanto. Meu aniversário é em janeiro. rs
Escrito por mntt às 16h59
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Eu bebo sim
Vamos falar do que importa. Provei a cerveja Baden Baden 1999 (Bitter Ale), uma maravilha. Lembra um pouco as cervejas de abadia, tipo a Bohemia Confraria que circulou por aqui ano passado. O preço é meio salgado (uns 9 reais a garrafa de 600 ml no supermercado). Mas vale a pena.
Escrito por mntt às 16h22
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Shows
- Ainda não consegui ver o Del Rey, projeto de parte do povo do Mombojó + o vocalista China (ex-Sheik Tosado) interpretando apenas canções do Rei Roberto Carlos. Vi ano passado no Sesc Pompéia e foi demais. Eles tocaram nos dois últimos sábados no Studio SP e ontem no Grazie a Dio. Segunda que vem tem mais um. Tenho que ir...
- Já comprei ingresso pro Gang of Four. E pro Chico também. E dizem que o Tortoise vem aí...
Escrito por mntt às 16h15
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Jáis
 Tava devendo meu Top 10 de discos de jazz (post de 8/8/2006). Confesso que é um estilo em que ainda engatinho, portanto vou deixar sem comentários. Lá vão eles: - A Love Supreme (John Coltrane) - Latin America (Gato Barbieri) - Mingus, Mingus, Mingus (Charlie Mingus) - Root Down (Jimmy Smith) - Waves From Albert Ayler (Mount Everest Trio) - Time Out (Dave Brubeck) - Kind of Blue (Miles Davis) - Combustication (Medeski, Martin & Wood) - Target or Flag (Vandermark 5) - Headhunters (Herbie Hancock)
Que bosta, faltaram mais uns 20...
Escrito por mntt às 15h43
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madrugueira etílica
 Causou uma grande polêmica eu ter chamado Sean Lennon de amigo no post notitas, de 04.08.2006. Mais uma vez me chamaram de metido, mentiroso e coisa e tal. Aí tive que cavocar novamente o caos das gavetas pra encontrar uma prova definitiva. Tá aí; Sean no meu aniversário de 12 anos, quando eu não tinha pêlos na cara. Podem até continuar me chamando de mentiroso, mas metido, não.
Escrito por ronamira às 01h46
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Cinema e tals
- Revi dia desses o genial "Golpe de Mestre" (1973). Comédia farsesca da pesada, estrelada pelo Robert Redford e pelo Paul Newman, como dois malandros da Chicago dos anos 30 que decidem aplicar um golpe milionário num chefão do crime local. A direção do George Roy Hill é precisa, as interpretações são magistrais, o roteiro é otimamente amarrado e a trilha sonora, um punhado de ragtimes do Scott Joplin, fez história. Não à toa, levou sete Oscar.
- Terminei também o segundo DVD do documentário do Bob Dylan, dirigido pelo Martin Scorsese (tinha visto só o primeiro e tava embaçando pra ver o resto). Apesar de seguir uma linha "ortodoxa" de documentário em se tratando de Scorsese, o encontro dele com o Dylan só podia dar coisa boa. E as cenas dos anos 60, da época em que o Dylan eletrificou seu som e foi perseguido pelos "fãs" são de arrepiar. O que o cara aguentou de vaia não foi fácil...
- Fiquei sabendo que o Folhateen achou "A Dama da Água", o novo filme do M. Night Shyamalan ("A Vila, Sexto Sentido") uma porcaria. Conhecendo a opinião do povo que escreve lá, deve ser o filme do ano.
- Por outro lado, parece que uma bobagem chamada "Cobras no Avião", ou algo assim, tá sendo considerado o evento pop-cinematográfico do ano. O pessoal gosta de ser enganado mesmo...
Escrito por mntt às 18h00
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Bananas
 Lá vou eu ser mal-humorado de novo. Parei pra ouvir com calma o disco dos Arctic Monkeys, a salvação do rock da vez (eita já não é mais... quem? xiii, também já não é mais... e por aí vai...). Os caras fazem um roquinho competente, direitinho, mas... não sei, pra mim pareceu tudo mais do mesmo. Das 13 faixas só uma (UMA!) me pegou ("Perhaps Vampires is a Bit Strong But..."). O resto parece rock indie genérico, daqueles para os mudernos de plantão soltarem gritinhos quando o DJ descolado da Funhouse rolar. Putaqueopariu, como sou chato.
Escrito por mntt às 17h36
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sem título
 Geralmente acho muito difícil preencher as lacunas de perfis da Internet. Por exemplo, quando pedem pra descrever o tipo de música que eu gosto é impossível, porque apesar de ter muito mais rock na minha coleção, tenho também bastante jazz, eletrônicos e clássicos. Gosto de tudo um pouco. Adoro Wipers, mas também adoro Chet Baker, Ella Fitzgerald, Bartök e Erik Satie. Que fazer? Eu nunca respondo esses questionários. Com filmes a mesma coisa, mas quase sempre, o primeiro que me vêm à cabeça é "Dead Man" [1995], de Jim Jarmush. Esse final de semana revi o filme pela quinquilhonésima vez.
 "Every night and every morn Some to misery are born. Every morn and every night Some are born to sweet delight. Some are born to sweet delight, Some are born to endless night."
O trecho é de "Auguries of Innocence", do poeta inglês William Blake.
 Em "Dead Man", William Blake [o genial Johnny Depp] é um contador da cidade grande que vai atrás de trabalho no oeste selvagem. Acidentalmente ele se envolve em um assassinato e, ferido, começa sua via crucis na companhia do índio Nobody [Gary Farmer], que realmente acredita que este William Blake é o poeta. Entre a comédia e a violência, "Dead Man" retrata a busca e a redescoberta do ser humano no seu limite. Filmado todo em preto e branco, é um show de imagens, e com um elenco de primeira: John Hurt, Robert Mitchum, Iggy Pop, Gabriel Byrne e Billy Bob Thornton, ufa. Destaque para a sensacional trilha sonora, na guitarra pura de Neil Young. Obviamente "Dead Man" não foi lançado aqui, porque o mercado está mais preocupado com "Três tiras adoidados que encolheram a mamãe" ou algo do gênero. Mas tem em VHS, na sessão de western [!!!].
 Se você também é desses que não sabe que filme colocar nos perfis, essa é uma dica. PS: mntt informa: só pra constar, Jim Morrison pegou emprestado esse poema do Blake e transformou na música "End of the Night"
Link para o imdb
Escrito por ronamira às 16h13
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coisa séria 2
Li por cima a matéria da Folha sobre o 4º Flip [Festa Literária de Parati], onde os convidados reclamaram que o assunto mais comentado era o terrorismo e a situação política internacional. Lembro que o ano passado o assunto era a presença do Chico Buarque no festival. Francamente, convidado só quer festa.
 Aqui um link pra assinar outra petição de cessar-fogo no Oriente Médio
Escrito por ronamira às 11h10
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nas nuvens
Sábado foi dia de ir novamente à Nuvem Nove, aquela loja de cds bacanuda no Itaim, que volta e meia aparece por aqui. A idéia era trocar uns cds que tavam encostados e depois fazer uma mini matéria por lá. Escolhi o que eu queria [deixando de lado mais umas 20 coisas], fiz até umas fotos, mas atrasamos pro almoço, e deixamos para fazer uma entrevista por e-mail. Como o cabo da máquina fotográfica não está aqui, nem fotos este post vai ter. Só o fruto das compras, que já já terão comentários.
• "Underworld Live: Everything, Everything" Comprei por causa do gráficos do telão, que rolam numa segunda câmera. E por causa do preço. 20 conto. • "The Essencial Clash" Clipes, entrevistas e o filme "Hell W10", escrito e dirigido por Joe Strummer • "Rough Cut and Ready Dubbed" Documentário sobre o pós-punk, feito entre 1978 e 1981. Tem uma outra versão, de 2005, com pós-punks mais atuais. Músicas de Stiff Little Fingers, Sham 69, Selecter, A Certain Ratio, entre outros. • "End of the Century: The Story of the Ramones" A história dos criadores do punk contada pelos mesmos.
Preciso de uma prateleira. •••Fuçando na bagunça dos meus cds, encontrei o "Pink Flag", do Wire, pelo qual chorei aqui dias desses. Oba!
Escrito por ronamira às 22h12
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coisas que eu imagino e coisas que eu não entendo
 Acho que quando uma gravadora/distribuidora nacional vai comprar os direitos de algum grupo de fora, as multinacionais, ou mesmo as gravadoras menores, devem "empurrar" umas tralhas. É inacreditável o que é lançado por aqui. Mas não vou ser preconceituoso. Ainda. Acaba de chegar às minhas mãos 3 lançamentos da Trama. Na verdade tudo da terra da Rainha, via Rough Trade, selo que já trouxe pro mundo Stiff Little Fingers, Cabaret Voltaire e, bah, pasmem, The Smiths. E o tempo passou e nos adaptamos a ele. É mesmo? Primeiro vou de "Rabbit Fur", de Jenny Lewis with The Watson Twins. É tipo country-pop, folk em alguns momentos e gospel em duas faixas. A voz da moça é bonita e triste. Um disco pra dar pra alguma mulher que você queira cortejar [se você quer parecer atualizado], ou pra namorada. É o que eu vou fazer. Então ouço "Return to the Sea", de um grupo chamado Islands. Tem que ter paciência porque demora pra começar. Tô na terceira música e não começou ainda. Mais uma chance. E mais uma. E..... desisto. Agora "Give Blood", do Brakes. Foi o número um do top 100 da Rough Trade em 2005..... Meio atrasado, né? Mas vamos ao disco. Tem de tudo um pouco, levadas power pop [surprise, surprise!], vocal quase Neil Young, coisas próximas de Manic Street Preachers, experiências hardcore [em 10 segundos], uma cover de "Sometimes Always" do Jesus and Mary Chain..... e por aí vai. Não dá pra dizer que é um disco ruim, e, se serve de consolo, é melhor que todos os emos do Universo. Mas não dá pra dizer que o sangue do título foi dado. A duração total de "Give Blood" é 28 minutos. Pelo menos isso.
••• Li sobre uma banda chamada Futureheads hoje na Ilustrada. O texto termina assim: ... as canções do Futureheads não indicam saídas, não apontam direções, mas possuem energia e uma certa tensão que faz falta hoje em dia. Fui atrás de umas músicas. A gente tem que ouvir umas três vezes pra pescar daonde vem a referência [sem ler por aí]. E de fato, Futureheads não indica saída, não aponta direção, não diz nada. Ouça XTC ou, como o autor do texto indica, Wire [5 posts pra baixo].
Escrito por ronamira às 19h48
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repercussão
mntt reclama: paga pau de sandy junior! Caco e a Fernanda disseram o mesmo. É o seguinte, que falta de criatividade. Pra mim é tudo inveja. Fora que eles é que vieram atrás de mim. O que eu podia fazer? Ignorá-los?
Escrito por ronamira às 11h35
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dívidas
Recentemente fiquei de falar de dois assuntos aqui. Vou cumprir a promessa.
Primeiro a história dos meus cds em Portugal. A famosa tem mas acabou. É muito simples. Quando fui pra lá a Tap permitia que eu levasse 60 quilos na bagagem. Depois de um ano na praia, em Espinho, obviamente já tinha adquirido mais coisas, e, ao trocar de companhia aérea para a volta, a situação era outra. Só que eu não sabia. Quando estava no aeroporto a funcionária da Air France me informou que o limite de peso da minha bagagem havia estourado. Que na verdade eu só poderia levar uma das malas a não ser que pagasse o meu peso em ouro. Foi que nem "Escolha de Sofia"; eu, típico zuca, abrindo as malas no chão do aeroporto, escolhendo o que trazer. Como minha amiga Alexandra tava lá comigo, ficamos de arrumar um jeito de enviar a mala mais tarde. Tem uns 500 cds lá. Um saco. E toda vez que alguém pergunta: "você tem disco tal?" Eu digo: tenho, mas tá em Portugal. Entretanto, uhu!, inicio do ano vou lá pegar. Dica: se você for pra Portugal, vá e volte pela Tap.
Agora a história do Fogo no Rádio. Fui convidado pelo cartunista Caco Galhardo [da Folha e do UOL] pra participar do site dele. São dois projetos diferentes. Um blog e um programa de rádio. Tudo sem data de estréia definida, e quando for rolar obviamente aviso aqui. Mas então que ontem fomos gravar os primeiros quatro programas na Rádio UOL. Foi um fiasco. Quase o programa muda de nome e vira Fiasco no Rádio. Todo o roteiro foi por água abaixo porque uma coisa é delirar em casa, com som ligado, deitado no tapete, com cerveja e cigarro. Outra coisa é aquele microfone. Como eu briguei com o microfone. Não terminamos a gravação, fomos tomar uma cerveja e decidimos repensar o formato e gravar outro dia.
 Mas nem tudo é triste e deprimente. Quando eu tava indo embora ouvi em dueto: ronamira! ronamira! Era Sandy e Jr correndo atrás de mim. Queriam autógrafo e foto. São muito simpáticos os meninos.
Escrito por ronamira às 11h02
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pra todos os gostos
Falei hoje cedo do Wagner Morales, e ainda pouco recebi o seguinte e-mail:
Sim, mais um show dos Cassavettes.... e sim, numa quinta-feira....a prôxima.... Os Cassavettes voltam para apresentar mais um show tipo "Lado B". Venha dançar com as canções de The Buzzcocks, Arctic Monkeys, The Cure, The Pixies, Franz Ferdinand, Tom Waits, The White Stripes e Violent Femmes entre outros.
Quinta-feira, dia 17 de agosto, 22h30 Entrada: R$10,00; não tem meia Casa Belfiori - CB Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda
Bom, não se pode dizer que a turma não é eclética.
Escrito por ronamira às 18h08
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geração pop cola
 smiths x police: tão iguais quanto eu e você A Marina aqui da firma diz que o mntt é muito radical por não concordar com ela. Bate o pé: Police não tem nada de reggae. E mais: Police e Smiths são iguais.
mntt me pede ajuda, provavelmente para tentar convencê-la. Mas quem precisa de ajuda é ela.
Escrito por ronamira às 17h55
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duas ou três coisas
 Claro que aproveitei o post anterior e fui atrás da indicação do Marchetti, o tal Art Brut. Primeiro "Emily Kane". Vocal declamado, sotaque de subúrbio [Blur?], música, hmmm, não gostei. Já ia resmungar, começou outra, "Good Weekend", mais animadinha. Letras divertidas. Cheiro de 78 no ar. Pop/Punk/New Wave. Dá pra entender a nova geração gostando disso. Dá pra rolar numa festa anos 80. Vem a terceira e última, "Modern Art". Bla, bla, bla. Esse vocal me lembra alguém... Olha, ok, foram só 3 músicas. Vão dizer que é melhor isso que axé. Talvez no show..... quem for me conta. ••• Lembrar 78 me levou até outras paragens. Sem comparações, pelamordedeus, mas alguém podia nos fazer um favor e lançar dois cds fundamentais pra qualquer coleção. Tipo educacionais.
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