atonal - bebendo e aprendendo


notícias inúteis

Deu na PlayLouder; durante as gravações de "Yellow Submarine", John Lennon quis obter um efeito mais aquático para sua voz e para isso resolveu cantar dentro d'água. O problema era a possibilidade de morrer eletrecutado. A solução foi dada pelo road manager Mal Evans. Ele sacou uma camisinha da bolsa e envolveu o microfone nela para John cantar.

Escrito por ronamira às 15h48
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ramblin' man


Volta e meia dou de cara com dicas de colunistas musicais da Folha de S.Paulo e sigo os rastros pra saber as novidades. Geralmente encontro idéias vazias ao invés de novidades. Então recorro à velharia.
Foi assim final de semana passado em um passeio pelas Grandes Galerias, no centro de São Paulo. Trouxe na bagagem um Tom Waits [o sensacional Swordfishtrombones, finalmente editado por essas bandas depois de 23 anos!!!], um Mission of Burma [a coletânea A Gun To The Head - os caras vêm pro Festival Campari mas não vou] e o último e único Mark Lanegan lançado por aqui, Bubblegum, de 2004. É esse que não pára de tocar no fone de ouvido.
Pra quem não sabe, Mark é a voz pós grunge do Screeming Trees. Quando partiu pra carreira solo [1990] enveredou pelo blues de raiz, fez amizades e parcerias interessantes, e firmou o vocal cavernoso num território alternativo do rock, onde o blues empresta batidas densas próximas de Portishead.
Apesar do nome, Bubblegum não é uma música, mas frase da canção Bombed. E só Mark Lanegan poderia usar a palavra sem soar piegas, infantil - "when I am bombed I stretch like bubblegum, and look too long straight at the morning sun".
Nesse Bubblegum, além de velhos colegas das Desert Sessions [ver post de 03/12/2005]; Mark traz pra duetar a musa [well, uma delas] PJ Harvey. Mas esses são apenas detalhes que cercam a produção perfeita de um álbum perfeito. Nada de chicletes, prefira um vinho tinto numa noite de céu nublado. Como hoje.

Escrito por ronamira às 15h30
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GRÁTIS!!! cinema independente americano- Galeria Olido - 4 a 16/4

Mais uma do Centro Cultural São Paulo. A instituição já vem trabalhando em parceria com a Galeria Olido há algum tempo, cada vez com propostas mais bacanas. Basta ver a programação, mais uma vez copiada do newsletter. Os destaques, fora do óbvio, são Gosto de Sangue, se não me engano o primeiro longa dos irmãos Coen [tá, podem me corrigir, se for o caso], e Denise está Chamando, um clássico do anos 90, ambos raros na telona.

GALERIA OLIDO
Avenida São João, 473
tel. 3334-0001 - ramal 1941 - Iris Fernandes



Cinema independente americano na Galeria Olido


dia 4 - terça
17h

Velvet Goldmine (idem, Inglaterra, 1998, cor, 123min)
direção: Todd Haynes - elenco: Jonathan Rhys-Meyers, Ewan McGregor, Christian Bale, Toni Collette
Um panorama da explosão do Glam Rock na Inglaterra, mostrando a ascensão e a decadência de Brian Slade, ícone do movimento.
19h30
Virgens suicidas (The virgin suicides, EUA, 2000, 97min)
direção: Sofia Coppola - elenco: James Woods, Kathleen Turner, Kirsten Dunst, Danny de VItto
Uma próspera família passa a ter problemas de relacionamento quando uma das filhas comete suicídio.

dia 5 - quarta
17h

Gosto de Sangue (Blood simple, EUA, cor, 1984, 97min)
direção: Joel Coen - elenco: John Getz, Frances McDormand, Dan Hedaya, M. Emmet Walsh
Após confirmar que sua esposa o está traindo, homem propõe a um detetive que mate os amantes.
19h30
Velvet Goldmine

dia 6 - quinta
17h

Virgens Suicidas
19h30
Gosto de Sangue

dia 7 - sexta
17h

Aos treze (Thirteen, EUA, 2003, cor, 100min)
direção: Catherine Hardwicke - elenco: Evan Rachel Wood, Nikki Reed, Holly Hunter, Jeremy Sisto
Após conhecer o mundo do sexo e das drogas, garota passa a enfrentar problemas em casa e na escola.
19h30
Quero ser John Malkovich (Being John Malkovich, EUA, 1999, cor, 112min)
direção: Spike Jonze - elenco: John Cusack, Cameron Diaz, Catherine Keener, John Malkovich
Homem encontra uma porta secreta que conduz à mente do ator John Malkovich, onde se pode permanecer por 15 minutos.

dia 8 - sábado
17h

Quero ser John Malkovich
19h
Aos treze

dia 9 - domingo
17h30

Brilho eterno de uma mente sem lembranças (Eternal shine of the spotless mind, EUA, 2004, cor, 108min)
direção: Michel Gondry - elenco: Jim Carrey, Kate Winslet, Elijah Wood
Homem descobre que sua namorada fez um tratamento para apagar de sua mente as lembranças do relacionamento que tiveram. Desesperado, contata o médico que inventou a estranha técnica para também esquecê-la.

dia 11 - terça
17h

Denise está chamando (Denise calls up, Canadá, 1995, cor, 80min)
direção: Hal Salwen - elenco: Alanna Ubach, Tim Daly, Dana Wheeler Nicholson, Aida Turturro
Comunicando-se somente por telefone, um grupo de amigos leva uma vida típica dos tempos modernos nos grandes centros urbanos. Sempre muito ocupados, trabalhando em seus computadores, eles jamais se encontram.
19h30
Um dia em Nova York (Daytrippers, EUA, 1997, cor, 102min)
direção: Greg Mottola - elenco: Campbell Scott, Parker Posey, Hope Davis, Pat MacNamara
Acreditando que está sendo traída, mulher é auxiliada pela família para procurar o marido em Nova York.

dia 12 - quarta
17h

Na companhia de homens (In the company of men, EUA, 1997, cor, 93min)
direção: Neil Labute - elenco: Aaron Eckhart, Stacy Edwards, Matt Malloy
Após serem abandonados pelas namoradas, dois executivos elaboram um plano para se vingar das mulheres. Acabam encontrando a vítima ideal: uma atraente secretária, com deficiência auditiva, que pretendem seduzir e depois abandonar.
19h30
Denise está chamando

dia 13 - quinta
17h

Um dia em Nova York
19h30
Na companhia de homens

dia 14 - sexta
17h

Bem-vindo à casa de bonecas (Welcome to the dollhouse, EUA, 1995, cor, 89min)
direção: Todd Solondz - elenco: Heather Matarazzo, Matthew Faber, Daria Kalinina, Brendan Sexton III
Jovem repudiada e insultada por seus colegas de escola e por sua família faz de tudo para ser aceita.
19h30
Felicidade (Happiness, EUA, 1998, cor, 134min)
direção: Todd Solondz - elenco: Jane Adams, Jon Lovitz, Philip Seymour Hoffman, Dylan Baker, Lara Flynn Boyle
No centro de uma família tipicamente americana, três irmãs de comportamentos distintos põem à prova valores familiares, o conceito de felicidade e
discutem sua sexualidade.

dia 15 - sábado
17h

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
19h30
Bem-vindo à casa de bonecas

dia 16 - domingo
17h30

Felicidade

Escrito por ronamira às 18h00
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Homer de novo

"Um brinde ao álcool, a causa e solução de todos os problemas da vida."

Escrito por mntt às 11h26
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oh, meu, um chopes e dois pastel

Ugo Giorgetti, o mais paulistano dos cineastas paulistanos tem retrospectiva no Centro Cultural São Paulo, de 4 a 9 de abril. A programação abaixo, imperdível, foi copiada do newsletter da assessoria de imprensa.
O CCSP fica na Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, e maiores informações podem ser obtidas no telefone 3277-3611 ramal 221. Ah, é grátis!


Retrospectiva Ugo Giorgetti - Centro Cultural São Paulo - 4 a 9/4

dia 4 - terça
16h

Boleiros, era uma vez o futebol (1998, cor, 93min)
Ex-profissionais do futebol se reúnem em um bar para relembrar antigas glórias pessoais e histórias curiosas.
18h
Campos Elíseos (1972, cor, 10min)
Documentário que retrata a história do bairro paulistano, desde a época em que abrigava as mansões de barões de café, passando pelo início de sua transformação, nos anos 1950, na região conhecida como "Boca do lixo".
Edifício Martinelli (1975, cor, 22min - suporte DVD)
Documentário que aborda o papel de um dos mais famosos e imponentes edifícios de São Paulo no imaginário da cidade.
Pizza (2005, cor, 56min - suporte VHS)
Um dos pratos mais populares do Brasil é utilizado para mostrar a cidade de São Paulo, suas tradições, sua agitação e a diversidade social.
20h
Jogo duro (1985, cor, 91min)
Mulher e filha vivem clandestinamente numa casa vazia, no bairro do Pacaembu. O amor da mulher é disputado por um vigia noturno e um corretor de imóveis.

dia 5 - quarta
16h

Sábado (1994, cor, 84min)
Filmagem de um comercial de TV provoca mudança radical no cotidiano dos moradores de um decadente edifício no centro de São Paulo.
18h
O príncipe (2002, cor, 102min)
Um intelectual de meia-idade, após um auto-exílio de 20 anos em Paris, resolve voltar à sua velha cidade, São Paulo, e reencontrar a vida que deixou.
20h
Festa (1989, cor, 87min)
Uma festa do ponto de vista de empregados e de pessoas que não participam do evento.

dia 6 - quinta
16h

Uma outra cidade (2001, cor, 58min - suporte VHS)
Reevocação da São Paulo do fim dos anos 1950 e começo dos 1960 a partir de depoimentos de jovens poetas da época: Jorge Mautner, Roberto Piva, Claudio Willer, entre outros.
Pizza
18h
Edifício Martinelli
Variações sobre um quarteto de cordas (2004, cor, 55min - suporte DVD)
Documentário que mostra a trajetória de Johannes Oelsner - músico alemão, radicado no Brasil desde 1939 -, um dos integrantes do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.
20h
Quebrando a cara (1986, cor, 75min - suporte DVD)
Documentário sobre a saga da família Zumbano-Jofre, nos ringues de São Paulo. História de Eder Jofre, bicampeão mundial de boxe.

dia 7 - sexta
16h

Boleiros
18h
Campos Elíseos
Quebrando a cara

20h
Sábado

dia 8 - sábado
16h

Jogo duro
18h
Festa
20h
Boleiros

dia 9 - domingo
16h

Variação sobre um quarteto de cordas
18h
Uma outra cidade
20h
O príncipe

Escrito por ronamira às 11h05
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Feliz desaniversário

La Dolce Vita existe e começa na segunda-feira. Sim, eu sabia que estava de muito bom humor para uma segunda, mas era o dia da formatura... do curso de vinhos para iniciantes da Associação Brasileira de Sommeliers - São Paulo (http://www.abs-sp.com.br) - não é frescura e vale a pena.
A turma do fundão de cinco figuras marcou na Cantina Roperto, tradicional do Bixiga aberta há 62 anos. No dia mais chato da semana, o Roperto não cobra a rolha. É belo... leva seu vinho e bebe feliz. A segunda já melhorou? Espere até o acompanhamento - Perna de Cabrito Assada com Batatas e tomate. Quem viver comerá! O cabrito assado derretendo (mesmo), tenras batatas, seu vinho e suspiros de emoção. Por R$ 41 o prato serve três. E depois de duas taças você quase chora quando um bom e meigo velhinho vem tocar, no vilolino, clássicas canções italianas em sua mesa acompanhado de uma senhora no acordeon. Ela usa roupa de oncinha, mas e daí?
O momento é Don Corleone - 'Vou lhe fazer um favor e um dia vou cobrar. Esse dia nunca pode chegar, mas se isso acontecer... [vou querer a Perna de Cabrito do Roperto].
Já sacanearam dizendo que era meu aniversário e o velhinho violinista animado tocou "Parabéns a Você". Tentei consertar, mas... Alice... acorda Alice. Feliz desaniversário!
Pensando bem é assim que esses desaniversários deveriam ser. Bons amigos, vinhos da (nossa) casa, estupenda comida e muitas gargalhadas. Tudo isso na Dolce Segunda. Bravo!
O Roperto (http://www.cantinaroperto.com.br/) fica na Rua Treze de Maio, 579 - Bixiga. Telefones: (11) 3288-2573 / 3284-2987. A toalha de cantina que forra a home page é uma beleza viu?!



Escrito por Dani às 00h26
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E lá vamos nós!

Estava paquerando o bar A Lapinha há muito tempo. Sexta-feira (23/03) me apaixonei. Começou com um chope Brahma bem tirado e o caldinho de feijão - textura certa com salsinha e torresminhos à parte. O coração bateu mais forte. Papo vai... e vem o escondidinho de linguiça - maravilhoso e bem menos heavy metal do que eu imaginava. Para arrematar ("Warte... traz as porpéta") pedi uma bela porção de bolinhos de carne ('polpettas' dizia o cardápio). No final roubei um pedacinho do pavê de bolachas Maria com cobertura generosa de chocolate (bem bom). Lapinha havia me dominado por completo. Quando paguei a conta tive uma grata surpresa: um brinde de escondidinho grátis válido entre segunda e terça. Aaaah Lapinha... E lá vamos nós...

A Lapinha (http://www.alapinha.com.br) ótimo esquenta ou saideira após shows do Sesc Pompéia (Rua Coriolano, 336 - Lapa. Tel: 3672-7191). Visite também o vizinho Valadares (http://www.aperitivosvaladares.com.br/). Aguarde novos posts (hummm Toasts) sobre comidas, bebidas e outras felicidades.



Escrito por Dani às 14h05
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amoeba music - lançamentos de 21 de março

Fazendo a linha prestador de serviços, separei do Newsletter de hoje os nomes mais conhecidos. De lambuja, entra na lista ao lado o link pro site da loja.

Anti-Flag - For Blood & Empire
Ben Harper - Both Sides of the Gun
Chicago - Chicago XXX
DJ Kicks Exclusives
Elvis Costello - Juliet Letters (Brodsky Quartet)
John Coltrane - Lush Life
Josh Rouse - Subtitulo
Karsh Kale - Broken English
Lost - Trilha sonora do seriado.
Prince - 3121
Television Personalities - My Dark Places
V For Vendetta - Trilha sonora do filme baseado na sensacional graphic novel de Alan Moore e David Lloyd.

Escrito por ronamira às 16h37
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mais ou menos 7 erros


Chris Wood [baixo], Billy Martin [bateria] e John Medeski [teclados] em ação

Ontem teve o show do Medeski, Martin e Wood no Sesc Pompéía. Vou reproduzir e comentar um post escrito aqui, de brincadeira, no dia 8 desse mês.

O show de Medeski, Martin & Wood no Sesc Pompéia foi como o esperado. Bobagem. A música livre [expressão do Alex] não trabalha com o termo esperado. E grandes músicos se divertem em queda livre.


Chris Wood abraça o baixo

A mudernidade paulistana compareceu em peso, lotando o teatro e os corredores. Segundo erro. O grupo não faz parte do catálogo dos mudernos, e o Sesc prima por sempre trazer na bagagem um hippie velho de plantão, seja em shows de música contemporânea, seja em apresentações de djs londrinos. Detalhe: tava mesmo lotado, mas no Sesc não pode ficar gente no corredor.


Billy Martin na prateleira Hermeto Paschoal

O clima de jam session reinou, deixando a banda à vontade pra interagir com a platéia. Meia verdade. Houve sim jam session, e das boas; mas até por isso mesmo, os músicos estavam na deles, não muito preocupados com o público, que por sua vez também aproveitou sem ligar se a banda interagia ou não. Resumindo, não era show de estádio.


A cozinha em catarse

Os músicos convidados não comprometeram, mas na metade do show os mudernos desinformados já haviam ido embora. Bobagem completa. Nada de músicos convidados. A banda já é uma orquestra - basicamente pelos teclados que cercavam John Medeski. E como já disse, não havia mudernos, quem viu o show gosta mesmo de música.


John Medeski orquestrando

Aí deu pra chegar mais perto e quando acabou [sem bis] ainda tomamos uma cerveja com Medeski. Cool. De fato fui à beira do palco fotografar, mas teve bis, álias, dois, sendo que num deles, a banda proporcionou a melhor cover de Hey Joe que já ouvi na vida. De arrepiar.
Infelizmente não tomei cerveja com Medeski, mas é com certeza o show mais cool do ano.

Escrito por ronamira às 15h34
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dvdlândia II

Por falar em Primal Scream, esse final de semana assisti atrasado a 9 Songs [Michael Winterbottom, 2004], filme querido da militia muderna da Ilustrada. Pra quem não viu - não quer ver e tem raiva de quem sabe - trata-se do romance de um casal "durante" nove shows de rock na Londres de 2003/4. Na verdade é um pornô, "sem história" - ao contrário do que aparece nas capas de alguns filmes do gênero. Pornô com trilha sonora indie. Além do citado Primal Scream; Franz Ferdinand, Dandy Warhols e outros dândis mostram suas caras e seus sons.
Mas fica por aí. O cara do casal é bem pintudo, mas a mina é feia e as trepadas sem sal. Trepadas inglesas, I suppose.
Se você curte pornô, é bem capaz que fique com tesão vendo 9 Songs com seu companheiro, e é bem capaz que role uma transa bacana depois. Se vocês não dormirem antes do fim do filme, claro.

Outro DVD que peguei "por engano" foi 2 Filhos de Francisco. Por engano porque fui convencido por comentários de que era um bom filme. E porque a maioria das vezes que tento incentivar o aparelho de DVD a ver filmes brasileiros que concorrem ao Oscar, é aquela desgraça.
2 Filhos de Francisco conta a trajetória da vida de Zezé di Camargo e Luciano - quem não sabia disso?
Bom.... isso já diz bastante. Gente simples, com um sonho, com tragédias, que corre atrás do que quer e no fim consegue. Mas o problema está no ritmo, álias, nos ritmos. O filme é carregado, dá sono. A trilha sonora, como era de se esperar, é deprê. Vou dar um crédito para as canções mais antigas - que lembraram minha empregada na infância. E crianças tocando sempre me fazem chorar. Mas "É o amooooooor" é foda. Não dá.
"Sertanejo" pra mim é Elomar, o resto é rodeio.

Escrito por ronamira às 17h08
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Mais um grito primal

Já tem nome e lista de músicas o novo disco do Primal Scream. Ele vai se chamar "Riot City Blues" e deve sair até a metade do ano. Pelo que consta, a banda deixou um pouco de lado as experimentações com a eletrônica e voltou ao roquenrow básico. Abaixo, as faixas:

01 - Country Girl
02 - Nitty Gritty
03 - Suicide Sally & Johnny Guitar
04 - When The Bomb Drops
05 - Little Death
06 - The 99th Floor
07 - Boogie Disease (Originally titled 'We're gonna boogie')
08 - Dolls (Originally titled 'Sweet Rock n Roll')
09 - Hell's Comin' Down
10 - Sometimes I Feel So Lonely

 

Vale notar que a sexta faixa, "99th Floor", é uma cover da maravilhosa banda garageira/psicodélica The Moving Sidewalks (antigo grupo do zztoper Billy Gibbons) e que o Primal Scream tocou com efeitos devastadores no show que fez aqui no Brasil em 2004. Como sempre, deve vir coisa da pesada por aí.  



Escrito por mntt às 18h21
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Homer, o mestre

Resolvi que vou colocar o pensamento vivo do meu mentor espiritual, Homer Simpson, uma vez por semana aqui. Aí vai o primeiro:

Homer: Quer dizer que você não vai comer nenhum animal mais? E bacon?
Lisa: Não.
Homer: Presunto?
Lisa: Não.
Homer: Costeleta de porco?
Lisa: Pai, isso tudo vem do mesmo animal.
Homer: Heh heh heh. Ooh, é isso aí, Lisa. Um maravilhoso animalzinho mágico.



Escrito por mntt às 19h24
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so sweet


Tudo começou com o inglês Billy Childish declarando que não suportava ouvir White Stripes. Jack e Meg White ficaram ofendidos e disseram sentir pena do velho Billy, chamando-o de "roqueiro de garagem amargurado", e ainda por cima o acusando de plágio.
Billy, já escolado, respondeu numa carta aberta: "Apesar de eu ter deixado Jack nervoso, é maldade ele me acusar de plágio simplesmente porque a admiração dele pelo meu trabalho não é recíproca. Pra mim, tudo isso parece inveja; eu tenho uma coleção de chapéus maior que a dele, meu bigode e o som da minha guitarra são melhores, e eu já tenho meu senso de humor desenvolvido. A única coisa que eu não entendo é porque ele é mais rico".

Mas a treta não ficou por aí. Em exposição recente, Billy [que também é artista plástico e escritor] apresentou um quadro onde ele e Jack boxeavam. Advogados entraram na parada e o quadro foi alterado, com a foto de Jack substituida por um desenho do mesmo e a galeria afirmando que abria mão dos seus 50%, cedendo-os para Jack.

Acho que a coisa ainda vai longe. Agora, os White Stripes há muito optaram pelo mainstream, deveriam se importar com declarações do U2 ou algo do gênero. Já Billy, não vou comentar.
Acesse aqui o site e veja por si mesmo [não esqueça de ver os links].

Escrito por ronamira às 17h45
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A grande farsa do rock'n'roll

Show do Oasis, com chuva e Nova Schin quente a cinco reais... como é que eu perdi isso?

Jamais engoli o Oasis. Não entendo como eles são tão idolatrados, elogiados e vistos como uma das melhores coisas do roquenrow de todos os tempos do mundo mundial. As brigas, a arrogância, as declarações polêmicas, essas não me incomodam, até entendo que fazem parte do jogo de cena que os Gallagher criaram para eles. É até engraçadinho de tão infantil. O que não passa, na minha opinião, é a música. Até que fizeram a lição direitinho em uma ou duas faixas do primeiro disco, mas no todo acho o som pueril, derivativo, sem sal. Tenho a impressão que só fazem emular "I'm The Walrus", dos Beatles, em todas as faixas, de todos os discos. Não leva a lugar algum, amálgama sem graça do rock sessentista com uma pitada de punk. Devem existir umas 274 bandas que fazem ou fizeram isso melhor. Enfim, ao contrário do que o nome sugere, acho um tremendo deserto de idéias.

 

"Se é assim, como são tão respeitados e fazem tanto sucesso?", alguém pode perguntar. Não sei. Ou talvez eu seja muito burro para entender de música. 

 

É, acordei meio amargo hoje... preciso de Guinness.



Escrito por mntt às 17h31
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Chiclete com Banana - e não é aquela porcaria do axé

Fui revirar minha coleção antiga de "Chiclete com Banana", a sensacional revista que o Angeli, Laerte e outros bambas lançaram nos anos 80, à procura do "roteiro para um curta-metragem" chamado "A Cauda do Dinossauro", uma das coisas mais geniais já publicadas naquela revista (está no número 18, a quem interessar). Aproveitei para folhear as outras e me deliciei novamente com o que talvez tenha sido o último sopro de criatividade, subversão, rebeldia e contra-cultura com algum significado que este País conheceu. Quando percebo que os adolescentes de hoje lêem "Harry Potter" e acham o Chorão o ícone da rebeldia, tenho vontade de vomitar...

 



Escrito por mntt às 10h24
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Pixies no quarto tempo

Só pra dar um pitaco na história dos Pixies, lembro que comprei o vinil (vinil?? o que é isso???) do Surfer Rosa, às cegas e às surdas no Bazar 13 (a idade chegou, eu sei...), pela capa, pois não conhecia a banda, isso em 87,88. A sensação que tive quando coloquei o dito cujo na vitrola (vitrola?? o que é isso???) e começou a rolar "Bone Machine" foi de estupefação total. O peso da bateria, as guitarras rascantes, a melodia... amor à primeira vista. Semanas atrás, o Ronaldo perguntou pra mim qual era o pior disco deles. Eu disse que pior não, mas achava "Trompe Le Monde" inferior. Fui escutar o disco, pra refrescar a memória. Vou ajoelhar no milho e ouvir Charlie Brown Jr. por uma semana. Inferior my ass. É um discão! Mau sapão, mau sapão!



Escrito por mntt às 16h48
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clipt clapt zap

Domingo tava zapeando e no Multishow rolava Sympathy For The Devil, com Stones no sensacional RocknRoll Circus. Tesão, pensei, mas quando acabou a música vi que era um programa de videoclipes. Decidi assistir mais pra saber o que o pessoal anda fazendo.
Na sequência veio Hebert Vianna e Cássia Eller com "Mr. Scarecrow", que obviamente é antigo, mas comecei a desconfiar que o pessoal não anda fazendo nada. Hebert e Cássia se vestem de londrinos em preto e branco e cantam [em inglês] um sofrimento qualquer. Pra que? Londrino de sobretudo em preto e branco já tem o Ian McCulloch.
Depois veio um clipe do Santana com o Steve Tyler dando [mais uma vez] de galã. Deprimente. Foi quando resolvi zapear mais.
Ah, MTV, o canal para minas. De cara Macy Gray com a voz ótima e o som chato. Nesse clipe ela vai se encontrar com um gatinho e se abraçam numa praça e o carinho emana do casal.... só que é um sonho dela. Me pergunto se ela ama, se tem namorado, se é gatinho. Então Alicia Keys, que eu nunca vi mais gorda, tocando num gueto. Me pergunto se ela mora num gueto.
E pra finalizar Joss Stone, num Fuca hippie florido, depois cantando num palco na praia. Me pergunto se ela tem Fuca.
Desisto, é muito clipe chato pra um domingo só.

Escrito por ronamira às 16h28
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flash back forward

O show do Medeski, Martin & Wood no Sesc Pompéia foi como o esperado. A mudernidade paulistana compareceu em peso, lotando o teatro e os corredores.
O clima de jam session reinou, deixando a banda à vontade pra interagir com a platéia. Os músicos convidados não comprometeram, mas na metade do show os mudernos desinformados já haviam ido embora. Aí deu pra chegar mais perto e quando acabou [sem bis] ainda tomamos uma cerveja com Medeski. Cool.

Escrito por ronamira às 11h55
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pixies em 3 tempos

Enquanto o The Cure abriu [com Seventeen Seconds] as portas da minha percepção musical nos anos 80, essas portas foram arrombadas nos 90 pelos Pixies. A primeira vez que ouvi o álbum Surfer Rosa - numa fita k7 - fiquei estupefato. O que era aquilo? o vocal, as guitarras, a levada?
Nunca havia escutado algo sequer parecido e não é surpresa que 10 entre 10 bandas indie mencionem a banda de Boston como uma referência. Não é preciso informar que Linkin Park não conhece Pixies.

Ganhei de aniversário [dank uw Alex, Dani e Marie] o DVD Sell Out [2005], do comentado retorno da banda.
Sell Out é dividido em duas partes. Na primeira um concerto realizado na França no Festival Eurockéennes, de 2004. Na segunda concertos diferentes, na Inglaterra, Japão [a primeira aparição deles por lá!!!], na Escócia e alguns lugares dos Estados Unidos. Não, não aparece o show do Brasil [mas estamos na legenda! vai Brasil, traz o hexa!!! - ops, desculpem-me].
No total são 43 músicas [10 se repetem entre os concertos] mostrando que Frank Black, Kim Deal, David Lovering e joe Santiago estavam mais do que em forma. Tenho em VHS o último show deles antes do retorno e ali tá na cara que a banda tava de saco cheio [num certo momento um muleque vestido de abrigo esportivo e boné entra no palco pra tocar guitarra - dizem que é o irmão de Joe]. Ora francamente - tem que ter nome pra subir nesse palco.
Mas em Sell Out as coisas são diferentes. Percebe-se que há um tesão constrangido na banda, como se, vendo tudo aquilo, achassem que haviam feito uma puta sacanagem com os fãs quando terminaram.
Além dos concertos [eu não disse? são sensacionais!] o DVD tem poucos extras. Um mini documentário com entrevistas com produtores dos concertos, uma busca por música e um joguinho: você pode assistir "Monkey Gone To Heaven" editando através de 6 câmeras diferentes.

Dia desses formulei uma pergunta cruel. Qual é o pior disco do Pixies?
A maioria das pessoas diz sem pestanejar: Trompe Le Monde. O problema é que esse é um ótimo álbum e algumas outras pessoas chegam a dizê-lo o melhor. Já falamos aqui que esse negócio de melhor/pior é coisa de jornalista preguiçoso, então deixo bem claro: TODOS os álbuns dos Pixies; de estúdio, ao vivo, e coletâneas mil são os melhores. E não se fala mais nisso.


Escrito por ronamira às 20h22
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fiat lux 2006

Atonal abre alas e informa: acabou o carnaval. Começa o Brasil.

Escrito por ronamira às 19h03
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